Mike Brown, ex-diretor criativo de Forza Horizon 5 na Playground Games, deu sua opinião sobre o atual “reset” do Xbox Game Pass e foi direto: o conceito era bom, mas a execução não trouxe assinantes suficientes para sustentar o modelo de negócios. A declaração foi feita durante um episódio recente do podcast MinnMax, e chega num momento em que a Microsoft vive uma das maiores reestruturações da sua história no setor de games.
Brown saiu da Playground Games em 2022, depois de nove anos trabalhando na franquia Forza, para fundar o próprio estúdio, a Maverick Games, onde desenvolve o jogo de corrida Clutch. Mesmo de fora da Microsoft, ele acompanhou de perto a crise e não poupou palavras para descrever o que sente. “Minha opinião sobre esse negócio do Xbox é, olhando por cima do muro como todo mundo, acho que é realmente triste e muito, muito infeliz”, afirmou.
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“O conceito do Game Pass era bom”
Para o ex-diretor criativo, o problema não foi a ideia em si, mas a incapacidade de converter usuários em assinantes pagantes em volume e a preços que tornassem o serviço viável. “Eles investiram uma fortuna no conceito do Game Pass como serviço, o que levou a uma série de equipes sendo adquiridas, muitos jogos sendo financiados, muitas pessoas conseguindo emprego, tudo com a visão de ter jogos chegando regularmente nesse serviço para os jogadores”, disse Brown.
Ele continuou: “A realidade é que pessoas de menos assinaram o serviço, pelo preço que precisariam pagar para tornar esse negócio viável. E isso é realmente triste, porque agora vamos ver estúdios sendo fechados. Muita gente vai perder o emprego. E isso é honestamente o resultado de um conceito bem-intencionado e focado no jogador que simplesmente não decolou. O conceito do Game Pass era bom”
Para Brown, a ideia do Game Pass, em tornar os jogos mais acessíveis e levar a mais pessoas, era algo bom. O serviço permitiria ter uma seleção diversificada de jogos, alguns que provavelmente não existiriam de outra forma. “Se mais pessoas tivessem assinado, teria dinheiro suficiente, funcionaria, e todos esses estúdios continuariam e esses jogos seriam feitos novamente. Infelizmente, não foi o que aconteceu”, complementou
Brown defende Sarah Bond das críticas
Parte da ira da comunidade online se voltou contra Sarah Bond, ex-presidente do Xbox que era cotada para suceder Phil Spencer na liderança da divisão, cargo que acabou indo para Asha Sharma. Brown foi categórico ao defender a executiva. “Essas pessoas no Twitter que estão indo atrás da Sarah, elas não a conhecem”, disse. “Não sabem o que ela faz. Não sabem o que ela faz no dia a dia. Não veem como ela opera dentro daquele negócio. E ela ainda está lá, acho que ainda é consultora da equipe da Asha.”
O ex-diretor fez questão de elogiar Bond com detalhes: “Vou dizer de novo: eu realmente gostava muito da Sarah Bond. Toda vez que ela falava, era tão afiada, inteligente, impressionante. É o tipo de pessoa que te faz quase recuar um pouco quando ela fala, porque você se sente quase confortado pela competência dela.”
Fonte: Kotaku
Fonte: Video games


