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“Versão brasileira, Herbert Richers”: Este é o produtor que foi amigo de Walt Disney e mudou a história do cinema brasileiro – Notícias de cinema


Icônico no imaginário popular, estúdio de dublagem foi responsável pelo acesso de cerca de 4 mil títulos ao longo das últimas décadas.

Quem nunca acompanhou a voz grave e facilmente reconhecível por quem adora cinema que dizia “versão brasileira Herbert Richers”? Muitos daqueles que passaram a infância assistindo a produções internacionais, especialmente desenhos animados, já decoraram a narração que apresenta a origem da dublagem. O que muitos não sabem, no entanto, é que o trabalho deste estúdio surgiu a partir de conversas com um dos maiores nomes da cultura pop.

O encontro de Herbert Richers com Walt Disney que mudou a história

Divulgação

Nascido em Araraquara, Herbert Richers teve uma trajetória curiosa. Fez engenharia, mas passou a trabalhar como fotógrafo em um estúdio de cinema nos anos 1940, quando já morava no Rio de Janeiro. Lá, conheceu o magnata conheceu Walt Disney quando o magnata da indústria animada veio gravar um documentário. Depois disso, ambos tornaram-se amigos e a relação acabou inspirando Richers a se tornar produtor cinematográfico.

O relacionamento da dupla e o conhecimento do sistema de dublagem hollywoodiano acabaram ajudando o artista a encontrar o seu espaço no meio através da dublagem de filmes de língua estrangeira. Entre filmes live-action, animações, séries e até novelas, como A Usurpadora, ele foi responsável pelo acesso linguístico de cerca de 4 mil produções aos brasileiros.

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Títulos como A Hora do Pesadelo, Desejo de Matar, Rocky, 101 Dálmatas, X-Men, Batman do Futuro, Alice no País das Maravilhas e Pica-Pau levam o selo da dublagem.

O que houve com Herbert Richers?

Editora Criativo

Falecido em 2009, o produtor não viu a falência de sua própria empresa em 2012, seguida de um incêndio que destruiu o valioso acervo. No entanto, para o bem do legado deste importante componente da indústria cinematográfica, ainda houve tempo para ele contar sua história ao jornalista Gonçalo Júnior, que lançou a biografia (que não poderia ter nome melhor), Versão Brasileira Herbert Richers.

Nela, descobre-se que a voz que narrava a entrada dos filmes não era sempre a mesma, pois existia um responsável diferente a cada época. O bonito é saber que normalmente tratava-se de um diretor renomado dentro da empresa, que assumia a responsabilidade após um período na casa.

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Em diversas cópias de produções antigas, mesmo no streaming, ainda é possível ouvir o recado que apresenta o trabalho deixado pelo sr. Herbert.



Fonte: Filmes e Séries

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