Novos dados de vendas de Resident Evil Requiem mostram que a transição para um mercado totalmente digital não está acontecendo da mesma forma em todos os lugares. Enquanto os Estados Unidos apresentam uma preferência bastante clara pelos downloads, países como Japão e França registraram praticamente metade (ou até mais) das vendas no formato físico.
Os números foram divulgados por Christopher Dring, co-fundador do The Game Business, com base em informações da Ampere Analysis e levam em consideração as vendas registradas até o fim de junho de 2026.
O levantamento chega justamente em um período no qual a permanência das mídias físicas voltou a ser discutida com força na indústria, especialmente após a Sony anunciar que deixará de produzir discos para novos jogos do PlayStation a partir de janeiro de 2028.
In the US, just 22% of Resident Evil Requiem’s sales were physical (to end of June), but it was over 55% physial in France, 51% in Japan, 43% in Australia and 40% in UK. This is according to Ampere. Not all markets are built the same when it comes to the digital transition
— Christopher Dring (@Chris_Dring) August 12, 2026
A maior diferença aparece nos Estados Unidos. Por lá, apenas 22% das vendas de Resident Evil Requiem foram físicas, enquanto os outros 78% ficaram com as versões digitais. Quando olhamos para outros grandes mercados, porém, o cenário muda consideravelmente.
No Reino Unido, as versões físicas responderam por 40% das vendas, contra 60% do digital. Na Austrália, a diferença foi ainda menor, com 43% físico e 57% digital. Já na França, a mídia física conseguiu superar os downloads: 55% das unidades vendidas foram físicas, enquanto 45% foram digitais. O equilíbrio é ainda mais evidente no Japão, onde praticamente não existe diferença entre os dois formatos. As cópias físicas ficaram com 51% das vendas, contra 49% das digitais.
| País | Mídia física | Digital |
|---|---|---|
| Estados Unidos | 22% | 78% |
| Reino Unido | 40% | 60% |
| Austrália | 43% | 57% |
| França | 55% | 45% |
| Japão | 51% | 49% |
Christopher Dring chamou atenção justamente para essa diferença entre regiões, observando que nem todos os mercados estão passando pela transição para o digital no mesmo ritmo. Os dados também ajudam a colocar em perspectiva estatísticas gerais da indústria que normalmente apontam uma enorme vantagem das vendas digitais. Dependendo do país e do jogo analisado, a demanda por versões em disco ainda pode representar uma parcela bastante relevante do público.
Resident Evil Requiem já passou de 8 milhões de unidades
Independentemente do formato escolhido pelos jogadores, Resident Evil Requiem se tornou mais um grande sucesso comercial para a Capcom.
O jogo foi lançado em 27 de fevereiro de 2026 para PC, PS5, Xbox Series S|X e Nintendo Switch 2. Em seus resultados referentes ao trimestre encerrado em 30 de junho, a própria Capcom confirmou que o título já havia ultrapassado a marca de 8 milhões de unidades vendidas mundialmente.
A comparação entre físico e digital não significa necessariamente que o mercado esteja abandonando a distribuição digital, que continua extremamente importante para as grandes publishers. O levantamento, porém, mostra que a preferência por discos permanece muito mais forte em determinados países do que os números do mercado norte-americano poderiam sugerir.
Com empresas reduzindo gradualmente sua dependência de lançamentos físicos, dados como os de Resident Evil Requiem também ajudam a explicar por que o fim dos discos continua sendo um assunto tão controverso entre jogadores e colecionadores.
Fonte: GamesRadar
Fonte: Video games


