tA Valve não tem a menor intenção de subsidiar o preço do Steam Machine para competir de igual para igual com os consoles da sala de estar e a empresa explica exatamente o motivo. Com o anúncio oficial de preços do aparelho, que ultrapassou o valor de US$1.000, ficou claro que a filosofia da companhia de Gabe Newell vai em direção oposta à prática histórica de Sony, Microsoft e Nintendo, que há décadas vendem hardware abaixo do custo para garantir uma base de usuários cativa.
“Sistemas abertos são melhores no longo prazo”
Em comunicado oficial, a Valve foi direta ao ponto: subsidiar o hardware conflita com a sua crença central em ecossistemas abertos. “Embora [o subsídio] possa parecer uma solução fácil, ele não se alinha com nossas crenças sobre como ecossistemas saudáveis são construídos. Se há algo em que somos religiosos aqui na Valve, é nossa crença de que sistemas abertos são melhores no longo prazo, para nós e para os consumidores”, diz o trecho do press release.
A empresa foi além e criticou, sem citar nomes, a prática de exclusividades e preços subsidiados: “Quando empresas vendem seu hardware abaixo do custo por vantagem competitiva, ou compram conteúdo exclusivo para ele, estão fazendo isso para construir um sistema mais fechado, onde você não escolhe qual software quer usar. Não queremos isso para o hardware de PC, e não achamos que você deveria querer isso também.”
Uma pergunta natural surgiu durante a entrevista: se os jogos comprados no Steam só rodam dentro do Steam, isso não seria a mesma coisa? O designer de interface Lawrence Yang reconheceu o argumento, mas defendeu a posição da empresa.
“Acho que você poderia fazer esse argumento”, respondeu, “mas ao mesmo tempo, não travamos nosso hardware. Você pode instalar o Windows, pode instalar outras lojas de jogos no Steam Deck ou no Steam Machine, e isso é algo que trabalhamos ativamente para tornar possível. Não achamos que as pessoas deveriam ser presas a uma loja de jogos.”
Fonte: Eurogamer
Fonte: Video games


