PUBLICIDADE

Sony e Microsoft seguem a Nintendo e afirmam que não são obrigadas a devolver aos clientes reembolsos de tarifas


A Sony e a Microsoft adotaram a mesma postura jurídica da Nintendo e declararam que consumidores que compraram o PS5 e o Xbox Series X com preços inflacionados pelas tarifas americanas não têm direito a reembolso, mesmo que as duas empresas venham a receber de volta esses valores do governo federal dos Estados Unidos.

O pano de fundo da disputa é uma série de processos coletivos propostos nos EUA que acusam as fabricantes de, na prática, cobrar as tarifas alfandegárias duas vezes: uma dos consumidores, por meio de reajustes nos preços de venda, e outra do próprio governo americano, via restituição das tarifas pagas na importação. Os autores dos processos pedem reembolso dos valores cobrados a mais, além de medidas declaratórias e cautelares.

No pedido de arquivamento do processo que a envolve, protocolado esta semana, a Sony sustenta que “pagar o preço justo de mercado por bens de consumo adquiridos voluntariamente não constitui um dano de fato juridicamente reconhecível”. A empresa vai além e questiona a própria premissa da ação: segundo ela, não ficou demonstrado que as tarifas americanas foram a causa do aumento de preço do PS5 ocorrido em agosto do ano passado. A Sony chama essa tese de “especulativa e ilógica”.

Para reforçar o argumento, a companhia aponta para o reajuste adicional implementado neste ano (que fez o PS5 Pro se aproximar da marca de US$ 900), mesmo após as tarifas do IEEPA americano terem sido encerradas. A lógica da defesa é direta: “Se as tarifas fossem a causa dos aumentos de preço, seria de se esperar que a Sony reduzisse os preços após a eliminação das tarifas e não que os aumentasse novamente”.

No mês passado, a Microsoft também protocolou um pedido de arquivamento em processo semelhante. A empresa rebateu a acusação de que estaria embolsando as tarifas em dobro com uma resposta concisa.

“Não há nada de injusto no fato de o autor comprar um Xbox pelo preço anunciado e receber exatamente o que pagou, independentemente de qualquer teoria que ele tenha elaborado meses depois sobre a estrutura de custos da Microsoft.”

A argumentação espelha quase que palavra por palavra o que a Nintendo disse em julho, quando pediu o arquivamento de um processo parecido. Na ocasião, a empresa japonesa afirmou que os consumidores “receberam exatamente o que negociaram e pagaram” ao comprar produtos com preços reajustados, como os consoles da família Switch 1, que tiveram aumentos no ano passado e que, caso não quisessem pagar o valor anunciado, estavam livres para não comprar ou buscar produtos concorrentes.

Os processos ainda estão em andamento, e a postura das três empresas deixa claro que qualquer consumidor que queira recuperar parte do dinheiro terá pela frente uma disputa longa. O cenário de fundo não ajuda: segundo analistas americanos, os custos de hardware para games subiram 16% apenas em 2026, puxados em parte pelo encarecimento de memória.

A Samsung projeta que a situação deve se agravar ainda mais em 2027, com a bolha de IA pressionando a cadeia de suprimentos.

Fonte: GamesRadar



Fonte: Video games

Leia mais

PUBLICIDADE