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Serious Sam: Shatterverse já está disponível e traz uma abordagem inédita para essa clássica franquia


Serious Sam: Shatterverse é o novo capítulo da franquia explosiva da Croteam, mas desta vez quem assina o desenvolvimento é a Behaviour Interactive, convidada pela Devolver Digital para dar uma nova cara ao icônico Sam Stone. 

O jogo já está disponível para PC por R$ 61,19, no Xbox Series por R$ 88,15, e no PS5 por R$103,41 para assinantes da PS Plus e R$114,90 para o restante dos jogadores.

De onde veio a ideia

A escolha da Behaviour Interactive, estúdio canadense mais conhecido pelo Dead by Daylight, não foi por acaso. Segundo a própria equipe, vários membros cresceram jogando Serious Sam: The First Encounter no começo dos anos 2000 e nutriam memórias afetivas da franquia. Quando a Devolver sinalizou que buscava um desenvolvedor para um novo Serious Sam, o estúdio simplesmente não hesitou.

A missão era clara desde o início: construir algo que honrasse o legado sem apenas replicar o que a Croteam já havia feito. As principais referências foram The First Encounter e The Second Encounter, os dois títulos que a equipe ainda joga até hoje.

Com o 25º aniversário da franquia se aproximando, o time queria que Shatterverse funcionasse como uma celebração das origens: ondas massivas de inimigos, confrontos de chefe épicos e a característica ação de se mover de costas enquanto dispara em tudo que aparece na tela.

Por que roguelite?

Depois de recriar a sensação do Serious Sam clássico na Unreal Engine, a Behaviour Interactive percebeu que o jogo ainda não tinha identidade própria. A equipe então identificou dois sentimentos centrais que os jogadores antigos carregavam: a vontade de repetir uma mesma fase em busca de segredos e pontuações mais altas, e a sensação de que qualquer coisa poderia acontecer.

O gênero FPS roguelite emergiu como a resposta natural para capturar esses dois elementos. Em Shatterverse, cada partida passa por arenas construídas à mão em mundos nunca antes explorados, mas com estrutura procedural que garante que nenhuma run seja igual à anterior. A morte não é o fim: cada tentativa acumula conhecimento e abre novas possibilidades de estratégia. Os jogadores precisam derrubar cinco tenentes do vilão Uber Mental para avançar, cada um deles projetado para ser um teste real de habilidade.

Um jogo feito para durar

Uma das decisões mais interessantes da equipe foi optar pelo multiplayer peer-to-peer em vez de servidores dedicados, combinado com um modo solo offline completo. A justificativa é direta: o time queria garantir que o jogo pudesse ser jogado daqui a 5, 10 ou até 15 anos, sem depender de uma infraestrutura de servidor que poderia ser desligada a qualquer momento.

Essa filosofia se estende ao modelo de negócio. Shatterverse é vendido como um produto completo desde o lançamento, sem depender de conteúdo de serviço ao vivo para ser divertido. A estrutura, no entanto, foi construída para suportar expansões e DLC que ampliem a experiência base, sem jamais prejudicar quem já comprou o jogo original.

O que esperar do jogo

O arsenal mistura clássicos da franquia com armas totalmente novas, todas construídas para lidar com as hordas de Mental, onde centenas de inimigos surgem como uma espécie de aquecimento. Além das armas, o jogador desbloqueia boons e modificadores de run que alteram o estilo de jogo a cada tentativa. O mapa é repleto de anomalias instáveis, portais ocultos e oportunidades de alto risco que podem turbinar uma corrida ou encerrá-la instantaneamente.

A narrativa envolve versões alternativas de Sam de múltiplos universos, forçadas a cooperar depois que as paredes entre as dimensões foram rompidas por Uber Mental. A ideia é que cada Sam carregue histórias de timelines onde o vilão já havia vencido e agora é a sua vez de virar o jogo.

 



Fonte: Video games

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