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preservacionista cria jogos físicos de PC com discos e cartuchos de HD; veja o vídeo


Em uma época na qual as mídias físicas estão perdendo cada vez mais espaço, o criador de conteúdo Ryan Enstrom, do Archades Games, resolveu seguir pelo caminho contrário. O entusiasta desenvolveu maneiras de transformar jogos digitais de PC em versões físicas (jogos físicos de PC), utilizando Blu-rays, SSDs e até antigos HDDs mecânicos de 2,5 polegadas como se fossem cartuchos.

A ideia ganhou atenção após ser apresentada durante a Utah Retro GameXpo e posteriormente aparecer em um vídeo do canal Keegbots. O projeto não pretende criar uma nova plataforma de distribuição e os itens não estão à venda: trata-se de uma iniciativa pessoal voltada à coleção e preservação.

O momento também ajudou o projeto a chamar atenção. Em julho, a própria Sony anunciou oficialmente que deixará de produzir discos de novos jogos para consoles PlayStation a partir de janeiro de 2028. Jogos lançados em mídia física antes dessa data não serão afetados, mas novos títulos passarão a ser distribuídos apenas em formato digital.

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No caso da GOG, o processo é relativamente simples porque a loja disponibiliza instaladores offline e seus jogos são vendidos sem DRM. Ryan Enstrom utiliza esses arquivos, cria scripts para automatizar parte da instalação ou inicialização e depois grava tudo em uma mídia física. O próprio Archades Games já publicou tutoriais mostrando como transformar instaladores offline da GOG em discos que iniciam automaticamente o processo de instalação.

A GOG, inclusive, incentivou recentemente essa possibilidade ao lembrar aos jogadores que seus instaladores offline podem ser armazenados em discos como forma de manter uma cópia física dos títulos adquiridos.

Ryan Enstrom não ficou apenas nos jogos sem proteção digital. Durante a demonstração, também foram mostradas versões físicas de títulos ligados ao Steam e ao aplicativo Xbox, utilizando recursos do Windows e scripts simples em Batch e PowerShell.

O objetivo, segundo o criador, não é remover sistemas de proteção ou fazer os jogos funcionarem sem suas respectivas plataformas. “Não estou interessado em burlar DRM.” Ou seja, caso um jogo do Steam dependa do Steam para validar a licença, essa exigência continua existindo. O “cartucho” funciona essencialmente como o dispositivo onde os arquivos do jogo estão armazenados, mantendo as regras da plataforma original.

SSDs e até HDDs antigos viraram cartuchos

Uma das partes mais curiosas do projeto está nos cartuchos personalizados.

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Alguns deles escondem SSDs SATA, enquanto outros reutilizam discos rígidos mecânicos de 2,5 polegadas. As unidades recebem caixas e artes próprias, deixando o resultado visualmente parecido com um cartucho tradicional de videogame.

Entre os exemplos apresentados está Indiana Jones and the Great Circle, armazenado em um SSD SATA. Segundo Engstrom, esse tipo de unidade ainda oferece velocidade suficiente para executar a enorme maioria dos jogos disponíveis no PC.

Já os HDDs mecânicos podem fazer sentido principalmente para jogos antigos ou menos dependentes de armazenamento rápido. Além de reaproveitar hardware que poderia ficar esquecido em uma gaveta, a solução permite criar uma biblioteca física em que cada unidade contém um determinado jogo ou coleção.

Tecnicamente, o mesmo princípio também poderia ser utilizado com outros dispositivos de armazenamento externo, incluindo pendrives e cartões SD.

Aplicativo do Xbox lida melhor com os “cartuchos”

Um detalhe interessante descoberto durante os testes envolve o aplicativo Xbox para Windows.

Segundo Ryan Enstrom, o software da Microsoft consegue detectar quando uma unidade externa é conectada ou removida. Ao inserir o armazenamento contendo determinado jogo, o aplicativo reconhece que ele está instalado; ao remover a unidade, deixa de tratá-lo como disponível no computador.

A experiência não seria tão transparente no Steam. O cliente da Valve pode continuar indicando que determinado jogo está instalado mesmo depois que a unidade externa que contém os arquivos foi desconectada.

O criador também experimentou formatos mais elaborados. Uma coleção de Metal Gear Solid, por exemplo, recebeu uma interface personalizada para selecionar diferentes jogos armazenados no mesmo dispositivo.

Há ainda Blu-rays preparados para jogos retrô, reunindo os arquivos necessários para instalação e inicialização automática. Esses projetos, porém, são apresentados pelo criador como experimentos para uso pessoal, e não produtos destinados à comercialização.

Projeto surge enquanto indústria se afasta das mídias físicas

A iniciativa acabou ganhando outra dimensão por surgir justamente durante uma discussão maior sobre o futuro dos jogos físicos.

A Sony confirmou em 1º de julho de 2026 que interromperá a produção de discos para novos lançamentos PlayStation a partir de janeiro de 2028, justificando a decisão pela mudança dos hábitos dos consumidores e pela digitalização do mercado de entretenimento.

Pouco depois, a GOG aproveitou a discussão para destacar uma das principais características de sua plataforma: a possibilidade de baixar instaladores offline e manter cópias independentes da loja.

No caso do Archades Games, a proposta não resolve todas as questões relacionadas à propriedade digital (especialmente quando existe DRM), mas mostra que uma biblioteca comprada pela internet ainda pode ganhar uma forma física.

O canal do próprio Archades Games já possui tutoriais dedicados ao assunto, incluindo guias para transformar jogos de PC em “cartuchos” e criar discos a partir de títulos comprados na GOG.

Fonte: GamesRadar



Fonte: Video games

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