Uma decisão inesperada do Escritório de Patentes e Marcas dos Estados Unidos (USPTO) colocou em xeque uma das patentes da Nintendo. A empresa teve revogado o registro que cobria a mecânica de invocar personagens para lutar em nome do jogador, algo bastante comum em diversos jogos.
A patente havia sido concedida em setembro do ano passado, mas chamou atenção pouco tempo depois. Em um movimento raro, o próprio diretor do USPTO, John A. Squires, determinou uma reavaliação do caso sem que outra empresa tivesse contestado formalmente o registro, algo que não acontecia desde 2012.
Após a análise, o órgão decidiu rejeitar todas as 26 reivindicações da patente, apontando que a ideia não era inédita o suficiente. Segundo o relatório, elementos descritos pela Nintendo já apareciam em patentes anteriores, incluindo registros da Konami, da Bandai Namco e da própria Nintendo.
Entre os pontos principais, estava o conceito de um “subpersonagem” que luta ao lado do jogador, podendo agir automaticamente ou sob comando direto, uma mecânica já documentada em outros registros desde pelo menos 2002.

De acordo com o USPTO, a combinação de patentes mais antigas seria suficiente para invalidar grande parte das reivindicações. Ao incluir outros registros no comparativo, todas as partes restantes também acabaram consideradas inválidas.
Apesar da revogação, a situação ainda não está totalmente encerrada. A Nintendo tem um prazo inicial de dois meses para responder à decisão, podendo inclusive recorrer na Justiça americana. Existe ainda a possibilidade de a empresa tentar salvar partes específicas da patente, caso consiga validar ao menos uma das reivindicações.
Na época em que o registro foi aprovado, houve preocupação entre jogadores e desenvolvedores sobre um possível uso agressivo da patente pela Nintendo, especialmente contra jogos que utilizam sistemas de invocação, como é o caso da franquia Persona.
Fonte: VGC
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Fonte: Video games


