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O thriller psicológico de Martin Scorsese que dividiu a crítica, mas virou uma das maiores bilheterias de sua carreira – Notícias de cinema


Lançado em 2010, o suspense estrelado por Leonardo DiCaprio arrecadou 299 milhões de dólares, superou Os Infiltrados nas bilheterias e consolidou a parceria com Martin Scorsese, mesmo dividindo a crítica.

Quinze anos após sua estreia, Ilha do Medo segue como um dos títulos mais comentados da filmografia de Martin Scorsese. O longa-metragem nasceu do romance de Dennis Lehane, que explicou a origem da ideia de forma direta: “Eu simplesmente pensei: eu amo histórias góticas, vamos nos divertir um pouco. Vamos fazer algo gótico.” O autor escreveu o livro no início dos anos 2000, ambientando a trama em 1954, durante o macartismo, e inspirado por clássicos como Sob o Domínio do Mal e Os Invasores de Corpos, apostando em um “narrador completamente não confiável”.

Publicado em 2003, o livro rapidamente chamou atenção de estúdios até chegar às mãos de Scorsese, que vinha do sucesso de Os Infiltrados. “Eu estava trabalhando em outros projetos meus, e eles não estavam prontos”, contou o diretor na época da promoção do filme. “O roteiro foi enviado para mim. Eu conhecia, claro, o romancista Dennis Lehane […] mas não sabia nada sobre a história. Comecei a ler por volta das 22h30. Tive que ir dormir porque precisava acordar cedo no dia seguinte, mas percebi que não conseguia largar o roteiro.”

Final chocante, bilheteria milionária e recepção dividida

No centro da trama está Teddy Daniels, vivido por Leonardo DiCaprio, um agente federal que investiga o desaparecimento de uma paciente em um hospital psiquiátrico isolado. A reviravolta final — diferente em relação ao livro, segundo o próprio Scorsese — era peça-chave. “Achei que a forma como o roteiro foi construído, especialmente o final, que é um pouco diferente do livro, tornou o projeto válido para mim.”

O mergulho de DiCaprio no personagem chamou atenção do próprio Lehane. “Você está me fazendo perguntas cujas respostas eu nem sei, e eu o criei”, afirmou o escritor. Já o ator explicou sua abordagem: “Eu meio que realmente quis tornar Teddy algo meu.”

Com orçamento de 80 milhões de dólares, o filme estreou em fevereiro de 2010 e liderou as bilheterias norte-americanas com 41 milhões no primeiro fim de semana. Ao final da corrida, somou 299,4 milhões mundialmente, superando Os Infiltrados e se tornando, até então, o maior sucesso comercial de Scorsese — marca depois ultrapassada por O Lobo de Wall Street.

Apesar do desempenho financeiro, a recepção crítica foi moderada. Com 69% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes, o longa-metragem dividiu opiniões e ficou fora das principais premiações. Com o tempo, porém, passou a ser reavaliado e ganhou novo status dentro da carreira do diretor, reforçando o peso de um thriller que apostou alto em sua própria reviravolta.



Fonte: Filmes e Séries

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