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José Aguiar, o santista que começou a correr depois dos 50 e hitou nas redes sociais


Tem gente que descobre o esporte na infância, ou tem quem redescubra na faculdade. E tem o José Aguiar, que só foi calçar o tênis de corrida aos 50 anos. Hoje, aos 68, acumula maratonas no currículo e um sonho internacional nos pés.

A história de José Aguiar é daquelas que a cidade de Santos sabe contar bem.

Afinal, a região sempre foi destino de quem chega de longe com vontade de recomeçar. Ele veio do interior de Sergipe, cresceu trabalhando na roça para ajudar a família e desembarcou no litoral paulista aos 18 anos em busca de uma vida melhor. 

www.juicysantos.com.brFoto: Divulgação Instagram 

Um anúncio na TV, uma rua familiar e uma virada de vida

Hoje, seu perfil no Instagram — @zeaguiarcorredor — é um diário de superação em tempo real. 

Mas quem assiste aos seus conteúdos talvez nem imagine que ele tenha dado seus primeiros trotes já na maturidade.

A conversa sobre como tudo começou tem aquele sabor de coincidência que parece roteiro de filme. Zé era, por definição própria, uma pessoa sedentária. Queria mudar, mas não sabia por qual esporte. Então veio o estalo.

“Após ver um anúncio na televisão de que haveria uma corrida de rua, isso me despertou uma curiosidade. E por coincidência, um dos trechos do percurso desta prova passava bem próximo onde eu moro, então fui pessoalmente ver esta prova”, conta ele.

Ele, foi a pé mesmo — como espectador — que Zé encontrou o esporte que mudaria sua rotina. Ficou na calçada, viu a multidão passar, sentiu aquela energia que só quem já esteve ao lado de uma corrida de rua conhece, e tomou a decisão. Não é à toa que muitos se inspiram ao conhecer o santista que começou a correr depois dos 50 anos.

“Me despertou a vontade de tentar e me desafiar também a estar no meio da multidão correndo. Não sabia se iria gostar, mas me permiti vivenciar esta nova experiência.”

42 km sem treinador — e a cabeça no lugar

Quem já correu uma meia maratona sabe que 21 km é uma respeitável distância. Agora imagine dobrar isso, sem nunca ter feito antes, sem um treinador do lado e sem saber exatamente o que esperar do próprio corpo. Foi assim que Zé encarou sua primeira maratona completa.

“Como não tinha nenhum treinador para me orientar, não sabia quais seriam os desafios de correr uma prova de maratona”, ele lembra. “O que me motivava na época era me superar.”

Contudo, a autoconfiança tem limites físicos. E o quilômetro 30 cobrou a fatura.

“A partir do quilômetro 30, foi quando meu corpo começou a pesar, mas tive que manter a cabeça no lugar para não desistir e finalizar a prova. A sensação foi incrível.”

Isso mostra muito do que a corrida de rua tem de mais bonito: não é sobre ser o mais rápido. É sobre não parar quando o corpo implora por isso.

www.juicysantos.com.brFoto: Divulgação Instagram 

Pilates como aliado — e a sabedoria de quem conhece seus limites

Assim que virou maratonista, Zé entendeu que correr bem também exige cuidar do que não aparece nas fotos de chegada. Entrou em cena o pilates — não por modismo, mas por estratégia.

“Para mim, o papel do pilates tem sido fundamental para fazer trabalhos de fortalecimento e mobilidade do meu corpo, com o objetivo de prevenir lesões e evitar possíveis ‘dores indesejadas. Não faço nenhum outro esporte, me encontrei na corrida e faço pilates para complementar esta atividade.” , explica.

É um combo cada vez mais comum entre corredores de longa distância com mais de 50 anos — e a ciência responde por isso. O pilates trabalha a cadeia muscular profunda, melhora o equilíbrio e a mobilidade articular, tudo que um corpo exige quando enfrenta 42 km de asfalto. Zé chegou a essa conclusão não pelo manual, mas pela experiência. Por fim, conhecer o santista que começou a correr depois dos 50 anos inspira quem acredita que nunca é tarde para realizar sonhos.

O sonho que vai além da linha de chegada

Aos 68 anos, Zé Aguiar ainda tem muitas ambições. E elas não cabem dentro do Brasil. Ele quer correr uma maratona no exterior. Não por glamour ou para fazer bonito no feed. A motivação é outra — e mais profunda.

“Essa minha vontade de correr uma maratona fora do Brasil não está atrelada a uma prova ou país em específico, mas sim pela emoção de estar realizando um sonho de superação. Superação essa que está atrelada a ser uma pessoa que nasceu no Sergipe, começou a trabalhar na roça desde criança para ajudar os pais, vir para Santos aos 18 anos de idade tentar uma vida melhor, começar a correr só depois dos 50 anos e conseguir correr uma maratona fora do Brasil chegando próximo aos 70 anos. Isso para mim será um marco muito especial na minha vida.”

Santos tem esse poder. Ela recebe quem vem de fora, deixa as pessoas encontrarem a si mesmas nas suas ruas, na orla, nas provas que lotam o calçadão. Assim, Zé Aguiar mostra pra todo mundo que começo tardio não é desculpa, e sim só um detalhe no percurso.

E aí, bora correr com o Zé?





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