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Jon Batiste celebra música brasileira no Rock in Rio 2026


Jon Batiste não precisou escolher entre Nova Orleans e o Brasil em sua estreia no Rock in Rio.

Nesta segunda-feira (7), o pianista levou ao Palco Mundo um espetáculo que encontrou suas próprias raízes e a música brasileira, misturando soul, black music, jazz, percussão e referências ao samba em um repertório construído especialmente para sua passagem pela Cidade do Rock.

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A aproximação não surgiu apenas para o festival. Jon Batiste mantém há anos uma relação com a música brasileira e já citou nomes como Milton Nascimento, Tom Jobim, Gilberto Gil, Sérgio Mendes e Caetano Veloso, entre suas referências.

Para o Rock in Rio, essa conexão ganhou ainda mais espaço com a participação da percussionista brasileira Nêgah Santos, que assumiu os vocais em “Mas Que Nada”, clássico de Jorge Ben Jor internacionalmente popularizado por Sérgio Mendes.

Ao lado de Batiste, ela também chamou a atenção para os músicos brasileiros que integravam a apresentação.

“Uma salva de palmas para essa galera, esses percussionistas maravilhosos que são aqui do Rio. Eles são cria de vocês!”, disse ao público.

A força dessa formação apareceu ainda mais em “BIG MONEY”. Caixa, bateria, agogô e elementos associados à bateria de escola de samba se encontraram com a sonoridade do pianista, fazendo a música crescer progressivamente até transformar o Palco Mundo em uma grande sessão de percussão.

Depois da explosão percussiva, o espetáculo mudou completamente de tom. A bailarina brasileira Ingrid Silva entrou em cena e transformou o palco em um espaço de diálogo entre música e movimento.

Amiga de Batiste e colaboradora do pianista em outras ocasiões, ela já havia sido apontada pelo próprio músico como uma possível convidada para o Rock in Rio.

Com Ingrid no centro do palco, Batiste desacelerou. Ao piano, passou a trabalhar com notas mais delicadas, enquanto a bailarina conduzia a apresentação com movimentos precisos e leves.

Aos poucos, música e coreografia ganharam intensidade juntas, criando um dos momentos mais contemplativos do show.

A parceria continuou em “Butterfly”. Se o primeiro encontro apostou na delicadeza, o segundo ganhou movimento: Ingrid atravessou o palco com saltos e uma coreografia mais intensa, enquanto Batiste conduzia a música ao piano.

Na plateia, celulares e lanternas acesas acompanharam a apresentação.

Mesmo tendo o piano como ponto de partida, Jon Batiste não deixou que o instrumento limitasse as possibilidades do espetáculo.

Ao longo do show, ele transformou o Palco Mundo em um espaço de troca, em que improviso, percussão, dança e participação do público tinham tanto peso quanto as teclas.

Foi justamente nessa mistura que o músico pareceu entender a energia de uma plateia brasileira.

Entre momentos de contemplação e outros em que o samba e a percussão tomaram conta do palco, Batiste construiu uma apresentação feita não apenas para ser ouvida, mas também para ser dançada, cantada e celebrada junto com o público.

Escute os sucessos de Jon Batiste





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