João Bosco chega ao Rock in Rio 2026 nesta segunda-feira (7) em um mês marcado por homenagens e lançamentos.
Aos 80 anos, o cantor, compositor e violonista é o nome celebrado pelo palco Global Village e encerra a programação do espaço às 19h10, depois dos shows de Wanda Sá e do encontro entre Joyce Moreno, Leila Pinheiro e Fernanda Takai.
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O artista celebra o convite para o festival.
“Essa também é uma homenagem muito bonita que o Zé Ricardo está prestando a mim, ser o homenageado do palco Global Village. Preparamos um show bem especial porque vamos estar com um repertório bem específico para esse show”, disse.
Ele conta que participou do festival como parte da plateia em outras ocasiões. “Eu estive algumas vezes no Rock in Rio assistindo a grandes shows, como, por exemplo, um show do Prince, que eu vi ainda quando o espaço era o Maracanã.”
Bosco está na estrada com a turnê “João Bosco 80 Anos” e divulga o álbum “Amigos Novos e Antigos”, que reúne intérpretes e instrumentistas de diferentes gerações. O disco completo, com 17 faixas, será lançado em 25 de setembro.
Como será o show de João Bosco no Rock in Rio?
João Bosco estará acompanhado por Ricardo Silveira, na guitarra, Guto Wirtti, no baixo, Kiko Freitas, na bateria, Armando Marçal, na percussão e Rafael Rocha, no trombone. O show acontece em um dia no qual diferentes gerações da música brasileira ocupam a Cidade do Rock.
Gilberto Gil toca no Palco Mundo às 21h20, enquanto Luísa Sonza recebe Roberto Menescal na abertura do mesmo palco. Péricles apresenta um repertório dedicado à Motown no Sunset e Mart’nália se apresenta no Espaço Favela.
‘Amigos Novos e Antigos’ reúne gerações
“Amigos Novos e Antigos” toma emprestado o título de uma composição de João Bosco e Aldir Blanc. A primeira parte do projeto chegou às plataformas em julho, com seis faixas.
O conceito nasceu da ideia de transformar os 80 anos em um encontro entre pessoas que acompanharam diferentes períodos da trajetória do compositor. Entre os participantes estão Zeca Pagodinho, Mart’nália, Tiago Iorc, César Camargo Mariano, Hamilton de Holanda e Chico Buarque.
Bosco atribui à filha e produtora Júlia Bosco o impulso inicial para organizar o projeto em torno dessas relações.
“Ela me alertou sobre esse momento da minha vida. É um disco que homenageia a amizade. E a amizade, para mim, é muito próxima, é uma forma de amor”, explicou.
O álbum permite que ele reencontre nomes ligados às primeiras décadas da carreira e, ao mesmo tempo, registre colaborações surgidas posteriormente.
Na entrevista, citou César Camargo Mariano, Zeca Pagodinho e Martinho da Vila entre os “amigos antigos”, ao mesmo tempo em que falou de Vanessa Moreno, Bruna Black, Mestrinho e Tiago Iorc como parte das relações construídas pela própria música.
“Os grandes amigos chegam e se apoderam da sua vida de uma forma amorosa. Então, você fazer um disco onde pode celebrar a amizade é maravilhoso. E celebrar a amizade com amigos novos e antigos é mais maravilhoso ainda.”
No dia 1 de setembro, ele recebeu no Rio de Janeiro a Medalha UBC, homenagem da União Brasileira de Compositores dedicada a nomes que ajudaram a construir a música nacional. A cerimônia reuniu artistas de diferentes gerações em torno do repertório do cantor, compositor e violonista.


