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Havia algo que assustava o diretor de A Hora do Pesadelo mais do que Freddy Krueger: O estranho fenômeno médico em que o filme se baseia – Notícias de cinema


Anos antes do clássico do terror chegar aos cinemas, Wes Craven foi impactado por caso real que acabou inspirando franquia de sucesso.

Em seu lançamento em 1984, A Hora do Pesadelo ostentava uma das premissas mais aterrorizantes da história do cinema. As telonas já haviam acostumado o público a assassinos de todos os tipos, mas um que espreitava nos sonhos era tão perturbador quanto surpreendente dentro do gênero. O filme arrecadou 57 milhões de dólares em todo o mundo, superando em muito seu modesto orçamento de um milhão.

O estranho caso que originou A Hora do Pesadelo

Warner Bros.

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Anos antes, com o roteiro ainda em desenvolvimento, Wes Craven vinha cogitando a ideia de um assassino assustador, mas foi somente ao ler as notícias numa manhã de 1981 que as peças começaram a se encaixar. Entre julho de 1977 e outubro de 1981, 38 jovens asiáticos, aparentemente saudáveis, morreram enquanto dormiam. Em uma entrevista na época, Craven confirmou que havia lido diversos artigos sobre o assunto e que tanto os eventos inexplicáveis ​​quanto a ausência de qualquer ligação familiar ou local entre as vítimas eram perturbadores.

“O último caso que li, o mais horripilante, aconteceu no Oregon. O cara acordou os pais com seus gritos, e quando eles chegaram até ele, o encontraram se contorcendo e ele morreu. As autoridades médicas fizeram uma autópsia e disseram que não foi um ataque cardíaco. Na verdade, não deram uma explicação adequada.”

O que realmente aconteceu?

Warner Bros.

A situação tornou-se mais séria quando se considerou todo o histórico. A chamada Síndrome da Arritmia Fatal Súbita (SFAS, na sigla em inglês) havia vitimado um total de 117 pessoas ao longo dos anos, e o fato de todas elas serem originárias do Sul da Ásia deixou os pesquisadores intrigados. Por um tempo, uma possível explicação a relacionou à Guerra do Vietnã. Acreditava-se que os laocianos, que haviam servido como soldados americanos, poderiam ter sido expostos a armas químicas que teriam prejudicado sua saúde a longo prazo.

Não ajudou o fato de as autópsias da época não corroborarem essa teoria, com mortes súbitas e inexplicáveis ​​que lhe conferiram o nome popular de “doença do sono”. Além da ciência, os moradores locais buscaram interpretações místicas, não muito diferentes das do próprio Freddy Krueger, atribuindo esses eventos ao dab tsog: um espírito maligno da religião Miao (originária do Leste e Sudeste Asiático) capaz de causar paralisia do sono e sufocar suas vítimas até a morte enquanto dormiam.

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Até hoje, essas mortes permanecem um mistério, mas em 2011, uma pesquisa da Dra. Shelley Adler forneceu a explicação mais plausível até o momento. Sua pesquisa focou na paralisia do sono e no poderoso efeito nocebo, o oposto do efeito placebo. Em vez de criar um efeito positivo por meio de medicamentos inofensivos, o nocebo pode criar um efeito negativo, tanto físico quanto mental, apesar da falta de uma explicação médica.

Embora a presença de um assassino paranormal permanecesse no âmbito da mitologia, a Dra. Adler acreditava que a própria crença no dab tsog era forte o suficiente para ter tido um impacto psicológico e físico potente na vida desses indivíduos, levando, em última instância, às suas mortes.



Fonte: Filmes e Séries

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