Quem imaginou que a cantora e compositora norte-americana Halsey subiria ao palco Mundo como uma princesa de conto de fadas, se enganou. Com o show “The Girl in the Tower”, ela não pareceu uma dama indefesa. Na verdade, ela se apropriou do palco de forma intensa… Como quem sabe exatamente onde está.
A apresentação no Rock in Rio foi anunciada pela própria Halsey como a última performance do projeto que traz uma abordagem teatral para os sucessos de sua carreira de quase 15 anos. O show é marcado por guitarras e bateria, o que distanciam da era “Closer”, seu maior hit, feito ao lado de The Chainsmokers. Aliás, vale dizer que ela apresentou uma versão pesada desta mesma canção no setlist.
ficou mais que perfeita essa versão rock de closer ok#HalseyNoMultishow #RockinRioNoMultishow https://t.co/nEUTfVNwKb
— Multishow (@multishow) September 14, 2026
O público que estava com receio da norte-americana não vir ao Rio de Janeiro, pôde ficar despreocupado. Ela assustou os fãs ao publicar que “Preciso de 100 bruxas se reunindo para me ajudar a chutar essa doença nas próximas 24 horas. Eu estou morrendo e irmãos e irmãs isso é algo sério”, no X, apenas três dias antes do seu show no Rock in Rio.
Bom, ela teve tempo para se recuperar. Correndo de um lado para o outro da estrutura, Halsey demonstrou estar à vontade e com a voz em dia.
Em momento de interação com o público, Halsey declarou que ama o Brasil, que fazia tempo que não voltava e agradeceu a recepção. Em entrevista à Billboard Brasil antes de vir ao país para a apresentação, ela explicou: “É um dos meus lugares favoritos no mundo. Acho que aquela primeira experiência realmente consolidou o lugar do Brasil no meu coração”, disse ela sobre sua estreia em um palco brasileiro, que aconteceu no Lollapalooza de 2016. “Eu simplesmente me apaixonei”
A cantora, que é bissexual, também declarou no palco que a coisa que mais ama no mundo são as mulheres. Ela explicou que ama ver as mulheres sendo elas mesmas e livres. Isso fica muito claro em sua performance: ela mostra toda potência vocal, além da habilidade na guitarra, sem se intimidar por um grande público – e nem pela chuva que caia pela Cidade do Rock.
Labaredas de fogo surgiam ao longo da apresentação para esquentar a noite fria do Rio de Janeiro e projeções de um castelo com a torre e de uma igreja apareceram nos telões, que faziam parte de uma apresentação dividida em quatro atos conceituais: The Mother (A Mãe), The Maiden (A Donzela), The Mage (O Mago) e They’re Raging at Me (Eles estão furiosos comigo).
Além da forte presença de palco, Halsey pediu para o público fazer um mosh pit durante “Experiment on Me”, pedido que foi atendido. Ela também desceu até o público para cantar perto dos fãs, chegando a abraçá-los. O momento fofo com celulares com lanterna ligados ocorreu em “Without Me”, outro grande hit de sua carreira.
halsey simplesmente se jogando nos braços da galera ao som das guitarras na versão rock de colors#HalseyNoMultishow #RockinRioNoMultishow pic.twitter.com/op1Pnp2FBf
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A apresentação trouxe uma versão mais rock e pesada de suas canções, passando pelos álbuns “Badlands” (2015), “Hopeless Fountain Kingdom” (2017), “Manic” (2020), “If I Can’t Have Love, I Want Power” (2021) e “The Great Impersonator” (2024).


