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Há 27 anos, esta atriz indicada ao Oscar 2026 protestou na premiação: “De jeito nenhum eu faria isso” – Notícias de cinema


Presente na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante, ela protagonizou um dos momentos mais lembrados diante de uma especial homenagem feita pela Academia.

Ser reconhecido pela Academia é o sonho de muitos dos famosos presentes em Hollywood, e alguns já chegaram a receber um título honorário pelos grandes feitos durante a carreira. No entanto, tal idolatria não significa que todos os presentes devessem apoiar ou comemorar a homenagem. Por mais que pareça algo contraditório, por razões pessoais, uma grande atriz indicada ao Oscar de 2026 precisou protestar contra um desses icônicos momentos.

Amy Madigan se recusou a bater palmas

Emma McIntyre/Getty Images for SiriusXM

Indicada a categoria de Melhor Atriz Coadjuvante em 2026 com o filme A Hora do Mal, Amy Madigan já foi uma das protagonistas em um momento que não deveria ser sobre ela. Na edição de 1999, Robert de Niro e Martin Scorsese subiram ao palco para entregar um prêmio especial.

Ao dirigir filmes como Viva Zapata! e Sindicato de Ladrões, Elia Kazan se tornou uma das grandes referências da sétima arte. Por essa razão, a Academia resolveu entregar a ele, um Oscar honorário. No entanto, ao mudar o foco para a plateia, o responsável pela câmera não poderia esperar um dos momentos mais comentados daquele ano.

Enquanto muitos aplaudiram a situação, Amy Madigan e Ed Harris, seu marido, optaram por não moverem um único dedo. E para piorar, eles não foram os únicos a tomarem tal atitude, já que Nick Nolte e outros nomes tiveram a mesma reação, que para eles, foi feita por um motivo super válido.

Vilão em um depoimento

Recentemente, Kyle Buchanan, repórter do New York Times, publicou em seu X/Twitter que perguntou à atriz o porquê dela não ter aplaudido o diretor. Apesar disso não ter sido publicado na versão final da entrevista, o jornalista conseguiu compartilhar um trecho da declaração.

‘’É. De jeito nenhum eu faria isso. De jeito nenhum’’, ao explicar que seu pai era um analista político e jornalista na época do macartismo, ela continuou ‘’E, sim, tudo isso voltou à minha mente. Eu pensei: ‘Não’‘’.

Ao tratar sobre esse assunto, Amy Madigan estava se referindo a um dos momentos mais avassaladores da história dos Estados Unidos e que, por conta de um depoimento de Elia Kazan, também se tornou terrível dentro de Hollywood.

Por muitos, visto como um traíra

ullstein bild via Getty Images

Entre 1947 e 1957, os Estados Unidos passou a realizar uma espécie de ‘’caça às bruxas’’ a pessoas que supostamente poderiam ter ligação ou simpatizar com o exército comunista. E, na época, Hollywood acolhia uma grande parte das figuras suspeitas. Entre eles, estava Kazan.

Em sua primeira convocação, após ter sido um militante comunista por um breve período, o diretor não revelou o nome de nenhum dos seus companheiros. Por outro lado, as coisas foram diferentes na segunda aparição do homem, assim, sendo considerado um traidor por muitos de seus colegas.

Relembrando que a decisão foi tomada no intuito de proteger a própria carreira, Elia Kazan já revelou que a ira obtida após a situação não afetou o seu trabalho em nenhum momento. ‘’Eu disse o que pensava e tinha o direito de fazê-lo’’, assumiu o diretor.

Indicado ao Oscar de 2026, A Hora do Mal está disponível no HBO Max.



Fonte: Filmes e Séries

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