Um grande erro que o diretor Luc Besson cometeu ao tentar contestar o mestre John Carpenter!
Muitos filmes foram acusados de plágio, mas pouquíssimos foram, de fato, condenados na justiça por isso. Um desses exemplos estreou há 14 anos, e seu criador, Luc Besson, até tentou contestar a acusação – mas o resultado foi uma sentença ainda mais severa pelo crime que ele havia cometido em Sequestro no Espaço! Lançado em 2012, o longa conta a história de Snow, um homem encarregado de resgatar a filha do Presidente dos Estados Unidos, presa em uma prisão experimental no espaço. Não é preciso muito para lembrar que essa premissa é muito semelhante à de Fuga de Nova York.
John Carpenter contra Luc Besson
Tudo isso foi apontado por muitos críticos após a estreia de Sequestro no Espaço, que passou despercebido nos cinemas de todo o mundo e arrecadou apenas 32 milhões de dólares em todo o planeta.
Em circunstâncias normais, o filme estrelado por Guy Pearce teria caído rapidamente no esquecimento, mas John Carpenter não estava disposto a deixar isso acontecer. Em 2015, ele entrou com um processo em Paris, acusando Besson, criador da história e co-roteirista junto de Stephen Saint Leger e James Mather, de plágio.
EuropaCorp
O julgamento terminou a favor de Carpenter, obrigando Besson a pagar um total de 80.000 euros, dos quais 20.000 foram para o diretor, 10.000 para o roteirista Nick Castle e 50.000 para a Studio Canal. No entanto, Besson decidiu recorrer, e isso acabou se voltando contra ele…
Em julho de 2017, foi proferida a sentença final: Besson deveria pagar, agora, 450.000 euros em indenização. Os argumentos de seus advogados, como o de que “um dos maiores talentos da história da França” jamais plagiaria, ou que o próprio filme de Carpenter já apresentava claras semelhanças com Onde Começa o Inferno e Mad Max, foram em vão.
“Um cara legal”
O tribunal observou que Sequestro no Espaço tomou emprestado “um grande número de elementos-chave” de Fuga de Nova York, mas não aceitou todas as exigências de Carpenter. O processo original buscava uma indenização de mais de dois milhões de euros!
Foi então que o filme, mesmo medíocre, ficou para sempre gravado na história do cinema. Igualmente memorável é a explicação que o próprio Carpenter deu anos depois para defender sua queixa contra Besson – e o motivo pelo qual não fez o mesmo com Hideo Kojima por Metal Gear Solid: “O Canal Plus também queria processar o videogame Metal Gear Solid, que é uma espécie de cópia de Fuga de Nova York, mas eu disse para não fazerem isso. Conheço o diretor desses jogos e ele é um cara legal.”
Fonte: Filmes e Séries


