A saída da atriz por divergências criativas com a diretora destruiu o filme. Foram necessários anos e a formação de uma nova equipe para que a história pudesse ser concluída.
Segundo o próprio relato, Julianne Moore foi demitida apenas duas vezes. A primeira aos 15 anos, quando trabalhava vendendo iogurte. A segunda, seis dias antes do início das filmagens de um filme. A saída de Moore do projeto foi catastrófica: tudo desmoronou e levou anos para que o projeto voltasse aos trilhos.
Uma demissão catastrófica
Em julho de 2015, as filmagens da cinebiografia Poderia Me Perdoar? estavam prestes a começar – mas, poucos dias antes, a diretora Nicole Holofcener demitiu a atriz principal. Moore interpretaria Lee Israel, uma mulher que ganhava a vida escrevendo biografias e falsificando cartas de autores e dramaturgos falecidos. Israel morreu em 2014 e publicou suas memórias em 2008, nas quais confessou ter cometido falsificação literária.
Fox Searchlight Pictures
No programa Watch What Happens Live with Andy Cohen, Moore respondeu à pergunta de um fã sobre o motivo de ter decidido deixar o projeto, e esclareceu: “Eu não abandonei aquele filme. Nicole me demitiu”, disse Moore em 2019.
“Ela não gostou do que eu estava fazendo”
A atriz acrescentou: “Acho que ela não gostou do que eu estava fazendo. Estávamos ensaiando e fazendo coisas de pré-produção, e acho que a ideia que ela tinha da personagem era diferente da minha.”
Segundo o The Hollywood Reporter, uma das maiores divergências criativas entre a diretora e Moore foi o fato de a atriz querer usar uma prótese nasal. Enquanto isso, o ator Richard E. Grant – que acabou estrelando a versão final do filme – afirmou em um evento que Moore também queria usar uma “roupa de gordo” para interpretar Israel.
A demissão de Moore levou ao completo colapso do filme. Holofcener disse ao IndieWire que decidiu abandonar o projeto e se concentrar em outro. “Eu sentia que já tinha feito tudo. Cada figurino, cada locação, cada ator escalado. Foi um trabalho feito com amor. Foi traumático. Foi terrível.”
Após a saída da diretora, Marielle Heller assumiu o longa em 2016, e Melissa McCarthy substituiu Moore. No fim das contas, Poderia Me Perdoar? recebeu três indicações ao Oscar: Melhor Atriz para McCarthy, Melhor Ator Coadjuvante para Grant e Melhor Roteiro Adaptado.
Fonte: Filmes e Séries


