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guitarristas explicam o legado do gênio


Qual é a importância de se manter viva a memória sobre um gênio que mudou o  patamar de alguma atividade?

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Jimi Hendrix (Pinterest)Jimi Hendrix (Pinterest)

Por exemplo: não se pode falar de futebol sem falar de Pelé, o brasileiro mais famoso do mundo. No entanto, em tempos de vídeos rápidos e atenção fragmentada por telas, há jovens que simplesmente não sabem das proezas do “rei”. Afinal, é o Cristiano Ronaldo e o Messi que estão no videogame. Esse efeito “esquecimento digital” se estende por outros ídolos e mestres de suas artes.

Por isso, a Billboard Brasil convidou um time peso pesado de músicos para falar do legado e da importância de James Marshall Hendrix ou simplesmente Jimi Hendrix, que completaria 83 anos neste dia 28 de novembro.

Hendrix  é um dos artistas determinantes para a cultura pop do século 20. A guitarra elétrica se divide entre antes e depois do cantor, instrumentista e compositor de ascendência afro-americana e indígena (com raízes cheroqui).

O violeiro e produtor Ricardo Vignini definiu bem a importância de Hendrix para quem toca o instrumento: “Se você vai tocar piano, conheça Chopin. Se você vai tocar violino, estude Paganini. Se vai tocar guitarra, com certeza você tem que conhecer Jimi Hendrix para aprender a técnica do instrumento.”

Jimi HendrixJimi Hendrix

A trajetória da guitarra flamejante de Jimi Hendrix

Antes de brilhar em carreira solo, o ex-paraquedista do exército norte-americano rodou os Estados Unidos como sideman de nomes como Little Richard, B.B King, The Isley Brothers, Ike & Tina Turner e King Curtis

Foi nesse período que desenvolveu sua presença de palco incendiária e o senso de espetáculo que logo se tornariam sua marca registrada. Além definir o seu caldeirão de influências musicais que passam pelo blues, R&B, gospel e música tradicional americana.

Em setembro de 1966, Jimi Hendrix viajou para Londres e mudou sua vida.  Seu empresário Chas Chandler o levou para a Europa depois de encontrá-lo tocando em Nova York e perceber seu grande talento. Londres era o centro da cena do rock e Chandler acreditava que a cidade era o lugar ideal para Hendrix se desenvolver, formar a banda que seria a The Jimi Hendrix Experience com Noel Redding (baixo) e Mitch Mitchell (bateria).

A partir dali, Hendrix lançou uma sequência histórica de discos: Are You Experienced? (1967), Axis: Bold as Love (1967) e Electric Ladyland (1968). Cada álbum ampliou as fronteiras do rock psicodélico, do blues e da produção de estúdio.

Após o fim do Experience, Jimi Hendrix decidiu criar um novo projeto. Assim nasceu a Band of Gypsys, em 1969, quando  Para o projeto, Hendrix chamou o baixista Billy Cox, amigo dos tempos do exército, e o baterista Buddy Miles, que trouxe forte influência de soul e funk.

Em quatro shows no Fillmore East, gravaram o álbum Band of Gypsys, marcado pela performance histórica de “Machine Gun”. O grupo durou pouco devido a pressões pessoais e empresariais, mas deixou um legado decisivo para o funk rock.

Hendrix também transformou o som da guitarra ao elevar efeitos ao nível de linguagem artística. Tornou célebres pedais como o Fuzz Face, o wah-wah Cry Baby e o Univibe, além do Octavia, desenvolvido especialmente para ele por Roger Mayer, que criou seu famoso timbre com harmônicos duplicados. 

As performances  de Hendrix viraram lenda: a guitarra incendiada em Monterey (1967), o hino americano reimaginado em Woodstock (1969) e a energia de Isle of Wight (1970) são momentos eternizados na cultura pop. Hendrix criava paisagens sonoras.

Mesmo descoberto por fragmentos de vídeos virais, Hendrix continua irresistível, um artista que fez a guitarra falar, gritar e sonhar, e cujo impacto ainda vibra em cada nova geração.

No menu abaixo, veja depoimentos e vídeos com grandes guitarristas interpretando Jimi Hendrix





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