O ator estrelou o longa quando este era o grande sucesso dos anos 1990, mas foi alvo de duras críticas e nunca fez questão de se defender.
Aos 62 anos, Brad Pitt continua firme e forte. Não apenas no sentido literal, mas também em termos de carreira. Ele permanece uma estrela de Hollywood em plena atividade e, embora os últimos anos não tenham sido os melhores para sua vida pessoal ou imagem pública, suas oportunidades profissionais como ator e produtor não foram afetadas. Em 2025, por exemplo, ele estrelou um dos filmes mais aguardados do ano: o ambicioso F1, de Joseph Kosinski, indicado ao Oscar de Melhor Filme e vencedor da estatueta de Melhor Som.
Vencedor do primeiro Oscar da carreira em 2020 por Era Uma Vez em… Hollywood — embora já tivesse conquistado outro como produtor por 12 Anos de Escravidão — Pitt começou a dar os primeiros passos como ator no final dos anos 1980. Mas foi na década de 1990 que viveu o momento decisivo de sua trajetória, quando passou a atrair a atenção de grandes cineastas e se tornou um dos atores mais requisitados de Hollywood.
A carreira explodiu mas Pitt ficou perdido
Warner Bros.
Sua primeira grande oportunidade veio com Thelma & Louise, em 1991. Depois disso, vieram alguns dos filmes que o transformariam em uma estrela mundial, como Entrevista com o Vampiro, Lendas da Paixão, Seven e Os 12 Macacos. No entanto, após essa explosão de sucesso, Brad Pitt se sentiu um tanto perdido na carreira, sem saber ao certo quais papéis escolher. Ele mesmo explicou isso em uma entrevista de 2011 à Entertainment Weekly, na qual revisitou, um a um, todos os seus filmes até então.
“Naquele período, comecei a me sentir muito confuso e desorientado“, admitiu o ator sobre a época em que estrelou Sleepers – A Vingança Adormecida. “Porque [minha carreira] começou a explodir, sabe? De repente, tinha muita gente me dizendo o que eu deveria ou não fazer.”
Depois de Sleepers, Pitt estrelou um dos filmes com as piores críticas de sua carreira, Inimigo Íntimo — cuja produção foi realmente problemática — e, logo em seguida, Sete Anos no Tibete, para o qual teve de morar na Argentina por seis meses. “Eu estava realmente travado naquela época. Não sabia lidar com [a fama]. A Argentina foi uma ótima experiência, mas eu estava perdido. Muito perdido. [Não confiava em] ninguém. Não tinha ninguém para me ajudar a melhorar.“
Uma escolha precipitada
Foi nesse contexto que Brad Pitt aceitou estrelar o filme que considera o auge de um dos piores momentos de sua trajetória artística: Encontro Marcado, um fracasso de público e crítica que figura entre os piores trabalhos de sua filmografia.
Encontro Marcado foi o auge da minha… perda de rumo e de bússola
No longa, Pitt contracenou novamente com Anthony Hopkins, quatro anos depois de ter trabalhado com ele pela primeira vez em Lendas da Paixão — mas essa parece ser a única lembrança afetuosa que guarda da experiência. O filme, duramente criticado principalmente por sua duração de três horas, considerada excessiva e desnecessária, trazia o ator no papel da Morte, que, reencarnada em um jovem atraente chamado Joe Black, surge na vida de um bilionário para lhe oferecer um acordo.

Universal Pictures
“O sr. Hopkins é um dos grandes, e realmente gentil e generoso, um daqueles de quem aprendo muito“, lembrou o ator. “Eu estraguei tudo. Nem deveria estar ali. Eu precisava relaxar. Simplesmente não entendi a peça. Outra pessoa poderia ter feito um trabalho melhor. Porque o Tony [Hopkins] não errou. O Tony arrasou.“
Felizmente, depois disso vieram dois filmes dos quais Pitt se lembra com muito carinho: Clube da Luta, novamente com David Fincher, e Snatch – Porcos e Diamantes, dirigido por Guy Ritchie — dois clássicos cult que muitos consideram alguns de seus melhores trabalhos e que, sem dúvida, eram exatamente o que ele precisava naquele momento.
Fonte: Filmes e Séries


