PUBLICIDADE

Exclusivos importam menos do que você pensa, afirma analista


Mat Piscatella, chefe da Circana, voltou a defender uma posição que já lhe rendeu críticas dentro da indústria: exclusivos importam, mas não tanto quanto boa parte das pessoas insiste em afirmar. A declaração foi feita em uma entrevista recente ao The Game Business, conduzida pelo jornalista Christopher Dring, com o objetivo declarado de encerrar de vez o debate interminável sobre o papel dos jogos exclusivos no mercado de consoles.

Mat Piscatella é uma das vozes mais ouvidas quando o assunto é dado de vendas no setor. A Circana é responsável por compilar os principais rankings e tendências de desempenho comercial da indústria nos Estados Unidos, e seu chefe não costuma falar sem números para embasar o argumento. Na conversa com Christopher Dring, ele foi direto.

“Exclusivos importam, mas não importam tanto quanto muita gente diz. Tenho falado isso há um tempo e às vezes sou vaiado por causa disso, mas é verdade. Importa para algumas pessoas e não importa para outras.”

Para ilustrar o ponto, Piscatella citou o caso do EA Sports College Football, um título multiplataforma que, segundo ele, foi um dos maiores motores de venda de hardware que a Circana registrou nos últimos anos. O dado é relevante justamente porque desfaz a lógica de que somente um exclusivo consegue empurrar o consumidor a comprar um console. O analista reforça que o fenômeno tem mais a ver com percepção, posicionamento, marketing e construção de marca do que com o simples fato de um jogo estar travado em uma única plataforma.

Compre aqui The Last Of Us Hits – PlayStation 4

Captura de tela 2026 04 16 225431

Na avaliação de Piscatella, o que de fato orienta a decisão de compra de um console é outro conjunto de fatores: onde estão os amigos do jogador, qual biblioteca ele pode construir ao longo do tempo e como é o ecossistema como um todo. Os exclusivos entram na conta, mas não lideram essa equação. O analista reconhece que títulos de peso já moveram hardware no passado, ele menciona The Last of Us como exemplo de lançamento que levou consumidores a comprar um PlayStation, mas trata isso como exceção dentro de um panorama mais amplo.

Outro ponto abordado na entrevista foi a estratégia da Sony de lançar jogos do PS5 no PC algum tempo após o lançamento nos consoles. Para quem argumenta que essa janela de exclusividade perdeu força com o tempo, Piscatella discorda. Os dados da Circana não mostram queda de desempenho do PS5 causada pelo fato de seus jogos chegarem posteriormente ao PC. E para fechar o argumento com um dado que coloca tudo em perspectiva, ele recorreu ao Fortnite.

“Nós tendemos a nos aprofundar demais nesses assuntos, quando mais de 60% das pessoas que ligaram seus PlayStations no ano passado jogaram Fortnite pelo menos uma vez, e não há nenhum jogo exclusivo entre os 20 jogos mais populares segundo essa métrica.”

O recado é claro: enquanto o debate sobre exclusivos domina fóruns e redes sociais, o jogo mais jogado no ecossistema PlayStation é gratuito, multiplataforma e não pertence a nenhuma fabricante de console. Para Mat Piscatella, os números falam por si.

Fonte: Insider Gaming



Fonte: Video games

Leia mais

PUBLICIDADE