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“Eu disse sim, desliguei o telefone e chorei”: Ela escreveu o primeiro Pânico e, 30 anos depois, trouxe a nova sequência da franquia para as telonas – Notícias de cinema


“Wes Craven me disse uma vez: ‘Você deveria dirigir um desses!'” lembra Kevin Williamson agora que ele está por trás das câmeras do sétimo filme. O comentário se tornou premonição quando Neve Campbell, a mítica Sidney Prescott, o ofereceu.

Há 30 anos, o slasher ressuscitou por obra e graça de Wes Craven. Fazia sentido que o criador de um personagem tão icônico como Freddy Krueger revivesse algo em que era um dos melhores. Justiça poética, dirão alguns. Pânico (1996) devolveu ao cinema este subgênero do terror com uma premissa muito simples: um assassino persegue e mata um grupo de pessoas. A história ficou a cargo de Kevin Williamson (Estados Unidos, 1965), que estreou como roteirista com este projeto. Três décadas depois, Williamson tomou o lugar de Craven, tornando-se o diretor da nova sequência da franquia: Pânico 7.

“Wes me disse uma vez: ‘Você deveria dirigir um desses!'”, lembra Williamson aos nossos colegas do SensaCine. Poderia ter acontecido durante a primeira fase da saga, mas depois desse comentário, que agora se tornou premonição, muitas coisas aconteceram: Craven morreu, a franquia parou de ser produzida e, ao retornar algum tempo depois com Pânico 5 (2022) e Pânico 6 (2023), Williamson não encontrava seu lugar. “Eu não tinha certeza de qual era o meu lugar nestes filmes além de ser o avô”. Por isso, quando Neve Campbell (Canadá, 1973), outra das veteranas, pediu-lhe para assumir o sétimo filme, sua reação foi a que foi. “Eu estava assustado, aterrorizado, animado e disse sim sem pensar”, lembra. “Pensei em tudo depois. Eu disse sim, desliguei o telefone e chorei”.

Eu não tinha certeza de qual era o meu lugar nestes filmes além de ser o avô

Pânico 7 chegou aos cinemas brasileiros em 26 de fevereiro. A sétima parcela da franquia retorna às suas origens para transformar Sidney Prescott novamente em sua protagonista. “Ter a oportunidade de fazer parte de uma franquia nesta indústria é incrível porque não é o normal”, afirma Campbell. A atriz enfrenta Ghostface, o mítico e mascarado vilão da saga, desde a primeira parcela. “Poder interpretar uma personagem por 30 anos é muito divertido porque você pode ver a evolução e o crescimento. Sidney é incrível. É sempre divertido para mim voltar para sua pele”.

Paramount Pictures

Uma complicada relação mãe e filha

Nesta ocasião, o coração do filme é uma complicada relação entre mãe e filha. “Onde Sidney Prescott vive? Com quem ela se casou? Como ela é como mãe? E o que acontece quando sua filha mais velha tem a mesma idade que ela quando tudo isso começou?”, reflete Williamson sobre a nova sequência. A ideia era contar uma história emotiva e como o que Sidney viveu a está impedindo de se conectar com sua filha Tatum. “Ela não quer compartilhar seu passado”, explica o diretor. “Ela não pode falar sobre sua primeira vez porque sua primeira vez aconteceu na noite em que muitas pessoas morreram”, lembra. “Ela tem uma infância sobre a qual não pode falar com sua filha e isso criou uma lacuna entre as duas”.

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“Sidney passou por muita coisa e é muito corajoso da parte dela ter filhos, considerando sua experiência”, explica Campbell. “Seu maior medo é que algo terrível aconteça com sua filha. Ela não quer que ela tenha que ser uma sobrevivente. Então ela decidiu não lhe ensinar isso”. Mas toda essa proteção cai quando o telefone toca novamente: Ghostface retornou.

Ela tem uma infância sobre a qual não pode falar com sua filha e isso criou uma lacuna entre as duas

“Como diz o ditado: tal mãe, tal filha”, afirma Campbell. “Sidney vê que sua filha também é corajosa”. E Tatum, por sua vez, precisa da aprovação de sua mãe para esta luta. “Ela precisa dessa confiança”, adianta Isabel May, que dá vida a este novo personagem. “Ela tem a mesma idade que Sidney quando tudo isso começou, então o que acontece é um estranho paralelismo”.

Um novo Ghostface

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Um dos aspectos mais atraentes do slasher, além do quão criativas suas mortes podem ser, é o mistério da identidade do mascarado. “Este Ghostface está empenhado em causar muitos problemas”, avisa Campbell sobre a nova encarnação do eterno inimigo de Sidney. “É extremamente violento, é extremamente ousado, inteligente…”.

Gale e Sidney são duas personagens quebradas que superaram a passagem do tempo

A protagonista, por sorte, contará com a ajuda de uma velha aliada: Gale, a quem Courteney Cox dá vida. “São duas personagens quebradas que superaram a passagem do tempo”, diz Williamson sobre as duas mulheres. “Elas continuam evoluindo. Continuam avançando, não importa o que aconteça. São testemunhos de força e valentia”. Afinal, nem todos conseguem passar 30 anos lutando contra Ghostface e viver para contar a história.



Fonte: Filmes e Séries

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