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Esta adaptação magistral e repleta de estrelas é um dos melhores thrillers da década, mas você provavelmente não se lembra – Notícias de cinema


Que segredo guarda o manuscrito no cofre? Baseado no famoso best-seller de Robert Harris, o thriller de Roman Polanski, desvenda este mistério lentamente.

Provavelmente só existe um cineasta que dirigiu pelo menos uma obra-prima em seis décadas consecutivas de carreira. Esse cineasta é o diretor e roteirista polonês-francês Roman Polanski, hoje com 92 anos. Com exceção de seu trabalho mais recente, a comédia The Palace, ele criou uma série de marcos cinematográficos inesquecíveis desde os anos 1960, e tudo isso em uma ampla variedade de gêneros.

Tudo começou com o influente filme de terror O Bebê de Rosemary, seguido seis anos depois pelo clássico do crime Chinatown. Polanski marcou os anos 1980 com o thriller Busca Frenética. Uma década depois, veio o mistério atmosférico O Último Portal e, finalmente, o drama histórico vencedor do Oscar O Pianista, em 2002.

O thriller político de Polanski, O Escritor Fantasma, baseado no romance The Ghost do autor britânico Robert Harris (publicado três anos antes), acaba sendo às vezes um tanto esquecido. E injustamente. Com atmosfera refinada, estilo narrativo discreto porém envolvente e elenco primoroso, O Escritor Fantasma figura entre os thrillers mais marcantes da última década. Um filme que explora com maestria os clichês dos thrillers políticos e de paranoia clássicos, traçando ao mesmo tempo paralelos com eventos da época.

Esta é a história O Escritor Fantasma

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O Fantasma (Ewan McGregor) é um escritor britânico de sucesso que recebe uma tarefa particularmente atraente e bem paga: escrever as memórias do ex-primeiro-ministro Adam Lang (Pierce Brosnan). O biógrafo anterior, Mike McAra, conselheiro de longa data de Lang, morreu em circunstâncias misteriosas perto da extensa propriedade de Lang na pitoresca ilha de Martha’s Vineyard, na costa leste dos EUA. O outrora poderoso político refugiou-se lá depois de ser alvo da imprensa e de inúmeros protestos.

O motivo: seu papel obscuro na Guerra do Iraque alguns anos antes. Além disso, Lang é acusado pelo ex-ministro das Relações Exteriores Richard Rycart (Robert Pugh) de ter extraditado suspeitos de terrorismo britânicos para os EUA, onde teriam sido torturados. Sem perceber, o Fantasma se vê no meio de uma conspiração global, com a própria vida em risco.

O misterioso manuscrito

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A produção aborda temas como poder, perda de controle e decadência moral de forma bastante obscura e nebulosa. Tudo começa com o protagonista, interpretado por Ewan McGregor, que permanece sem nome durante toda a trama — aparecendo apenas como “Fantasma” ou “Escritor Fantasma”.

Mas os personagens do “outro lado” são particularmente evasivos. Primeiro, temos Adam Lang, que guarda suas cartas na manga e parece estar jogando um jogo viciado. Ele é cercado por um grupo unido de confidentes de longa data e associados leais, cujas vidas privadas e profissionais às vezes se entrelaçam de forma duvidosa.

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Papéis-chave são desempenhados pela astuta assistente Amelia Bly (Kim Cattrall) e, sobretudo, pela esposa de Lang, Ruth (Olivia Williams), cujo carisma cativa cada vez mais o Fantasma. E quanto ao manuscrito de McAra, guardado em um cofre na casa de férias dos Lang? Ele não deve ser copiado ou vazado sob nenhuma circunstância.

Como mencionado, o conteúdo é sugestivo e altamente suspeito. Ainda mais impressionantes, porém, são os paralelos alusivos com o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, cujo papel na Guerra do Iraque alimentou especulações por muitos anos. Blair deixou o cargo no mesmo ano em que o romance The Ghost foi publicado.

Atualmente, o filme não está disponivel no streaming.



Fonte: Filmes e Séries

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