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Esse filme esquecido dos anos 90 pode ser o remake perfeito na era da inteligência artificial – Notícias de cinema


Em meio à nostalgia que domina Hollywood, Pequenos Guerreiros poderia ser um candidato inesperado a remake, combinando humor, crítica ao consumo e uma visão curiosamente atual sobre inteligência artificial e tecnologia fora de controle.

A nostalgia segue como um dos principais motores da indústria audiovisual, embora nem sempre o resultado agrade. Mas, enquanto o fascínio pela década de 80 perde força, cresce o interesse por obras dos anos 1990 e início dos 2000, um terreno onde Pequenos Guerreiros (1998) parece finalmente encontrar seu momento.

Dirigido por Joe Dante, o filme acompanha dois grupos de brinquedos que ganham consciência após serem equipados com chips avançados de inteligência artificial. De um lado estão os pacíficos Gorgonites; do outro, a tropa militarizada Commando Elite, que passa a enxergar os rivais como inimigos a serem eliminados.

O conflito começa quando o jovem Alan Abernathy ativa os bonecos em uma pequena cidade americana, transformando o subúrbio em palco de uma guerra improvável.

Pequenos Guerreiros continua atual em 2026

Longe de ter sido um grande fenômeno em seu lançamento, o longa-metragem arrecadou 71,7 milhões de dólares com orçamento de 40 milhões, números modestos, mas suficientes para indicar potencial. Parte do problema foi seu tom híbrido: ao mesmo tempo um filme familiar com o selo da Amblin Entertainment e uma comédia de ação mais ácida, algo que dificultou seu enquadramento na época.

Ainda assim, Pequenos Guerreiros se destaca por escolhas criativas pouco usuais. O elenco de vozes reúne nomes como Tommy Lee Jones e Frank Langella como líderes das facções, além de um curioso embate entre atores de Isto É Spinal Tap dublando os Gorgonites e veteranos de Os Doze Condenados dando voz à Commando Elite. Há ainda participações de Sarah Michelle Gellar e Christina Ricci como bonecas coadjuvantes.

Mais do que uma curiosidade dos anos 90, o filme dialoga com debates atuais sobre tecnologia e automação. Assim como produções recentes que exploram o medo de criações artificiais fora de controle, a obra de Dante reflete uma ansiedade coletiva diante do avanço da inteligência artificial.

Logo, um remake de Pequenos Guerreiros não soaria apenas como mais um resgate oportunista e poderia revisitar uma ideia que envelheceu melhor do que se imaginava, oferecendo uma abordagem menos óbvia — e menos cínica — para falar de tecnologia e consumo em tempos cada vez mais digitais.



Fonte: Filmes e Séries

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