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Em busca de reconexão afetiva, Bia Ferreira anuncia ‘Améfrica’


Bia Ferreira (Crédito - Juh Almeida)

Bia Ferreira (Crédito – Juh Almeida)

A partir do reggae, dos ritmos nordestinos, das musicalidades afro-caribenhas e latino-americanas, Bia Ferreira entrega um álbum que usa da dança, da leveza e da espiritualidade para propor uma reconexão coletiva. “Améfrica” chega às plataformas digitais nesta sexta-feira (29), com produção assinada pela própria cantora em parceria com Vinicius Lezo.

“Améfrica é uma forma de homenagear os povos que construíram a cultura que atravessa esse continente. Muito do que a gente entende como música, festa, espiritualidade e beleza vem dessas heranças”, explica Bia Ferreira.

São dez faixas com letras em português, espanhol, inglês e francês, e que buscam encurtar distâncias entre povos.  “Améfrica” traz inspiração no conceito de Lélia Gonzalez sobre o continente como espaço de continuidade entre comunidades afro-diaspóricas e originárias das Américas.

Bia Ferreira não deixa de lado a dimensão política que a consolidou, mas expande o centro emocional de sua obra neste trabalho.

“Eu queria fazer um disco que nos lembrasse da nossa alegria. A gente já fala muito sobre dor, violência e sobrevivência – porque tudo isso existe – mas nosso povo também ama, dança, faz festa, se apaixona e sente prazer. Isso também sustenta a vida. E acho que, no final das contas, esse repertório nasceu muito da minha vontade de celebrar quem nós somos sem deixar que outras narrativas atravessem, o tempo todo, a nossa existência.”

Confira o faixa a faixa de ‘Améfrica’

‘Améfrica’

A abertura do álbum funciona como um ponto de encontro entre idiomas, ritmos e geografias, ditando a identidade plural e sem fronteiras deste trabalho.

‘Paz para o Espírito’

Em um movimento introspectivo, a canção desloca o olhar para dentro e aposta em uma atmosfera de calmaria e reflexão.

‘Conte Comigo’

A faixa amplia o conceito de afeto, cantando o amor para além das relações românticas tradicionais, focando na parceria, na amizade e no apoio mútuo.

‘Leve’

A canção traz leveza ao fundir o reggae a ritmos populares nordestinos, como o baião e o xote, celebrando a circulação cultural.

‘Pote Fundo’

Dando continuidade ao clima dançante da faixa anterior, une as batidas do reggae à síncope do baião e do xote.

‘Nós’

A faixa aproxima a natureza e a espiritualidade, usando o reggae como um lembrete crucial de que ninguém existe sozinho.

‘O Seu Silêncio’

Reforça a conexão com as forças da natureza e do espírito, levando a mensagem de união e força coletiva através do ritmo jamaicano.

‘Algoritmo (feat. La Dame Blanche)’

Com a participação internacional de La Dame Blanche, a faixa traz um tom crítico e urbano para questionar os impactos emocionais das redes sociais e da lógica algorítmica nas relações humanas.

‘Pra Alegria Se Achegar’

Uma canção solar feita para celebrar o afeto, a festa e o recomeço.

‘Cota Não É Esmola’

A obra que marcou a trajetória de Bia ressurge sob uma nova perspectiva na reta final, como um manifesto de continuidade, em uma canção que honra o passado enquanto o restante do álbum abre caminhos para o futuro.

Confira um spoiler de ‘Améfrica’

Ouça Bia Ferreira





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