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Dua Lipa abre biblioteca de livros censurados em Portugal


Dua Lipa está inaugurando uma biblioteca em Portugal. Em 2023, ela lançou o Service95 Book Club, que recomenda um livro por mês, com a cantora entrevistando o autor para um podcast complementar. A artista é uma entusiasta da leitura há muito tempo e será a curadora do Festival de Literatura de Londres do Southbank Centre em 2026.

Agora, a artista leva seu clube do livro a um novo patamar ao inaugurar sua primeira biblioteca em Portugal, um espaço dedicado a livros banidos e censurados. A Manifesto Library será aberta neste sábado (27) como parte do novo festival internacional de livros BABELL – City of Books, e ficará instalada permanentemente na famosa Livraria Lello, no Porto, Portugal.

Em um comunicado à imprensa, Dua Lipa descreveu a nova biblioteca como uma “parceria dos sonhos” e o resultado de anos promovendo sua missão. “Quando fundei o Service95 Book Club, minha ambição era que ele se tornasse um lar para escritores e leitores, onde quer que estejam e quaisquer que sejam suas circunstâncias. Ler o mundo nos aproxima — mas, infelizmente, nem todos são a favor disso”, disse Dua Lipa.

“Aqui vocês encontrarão cem livros que levantam questionamentos ou que foram alvo de questionamentos. Alguns foram banidos por distritos escolares devido a temas como raça ou sexualidade. Outros, escritos para leitores LGBTQIA+, tiveram sua exposição restrita. Em alguns casos, o autor pagou com a própria vida por suas palavras.”

Ela continuou: “Esta biblioteca é um santuário para livros que desapareceram, para autores cuja coragem desmascara estruturas de poder e controle, e para leitores que se recusam a ser instruídos sobre quais livros têm permissão para ler. Você está convidado a visitar e decidir por si mesmo o que deve ocupar estas prateleiras. Porque, às vezes, a atitude mais subversiva que se pode tomar é ler um livro e, depois, falar sobre ele.”

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Dua Lipa durante apresentação no Morumbis. Crédito: Iris Alves/Divulgação
Dua Lipa durante apresentação no Morumbis. (Iris Alves/Divulgação)

Cerca de 100 livros integram o novo auditório cultural da Livraria Lello, cada um deles relacionado a quatro temas centrais: poder, controle, voz e memória. “O Conto da Aia”, de Margaret Atwood, e “Felon”, de Reginald Dwayne Betts — juntamente com obras selecionadas de Salman Rushdie e Olga Tokarczuk — também estarão disponíveis na Biblioteca Manifesto.

“Há 120 anos, a Livraria Lello se constrói sobre uma convicção simples: o livro é uma tecnologia de liberdade. A Biblioteca Manifesto nasce dessa crença”, afirmou Francisca Pedro Pinto, diretora de marca da Livraria Lello.

“Pois o que está em jogo não é apenas o futuro da leitura, mas a capacidade de uma sociedade de imaginar, interpretar e construir o seu próprio futuro.”

Em um episódio recente de seu podcast sobre o clube do livro, a cantora criticou a cobertura midiática dos documentos do caso Epstein, afirmando que ela, em grande parte, prestava um “enorme desserviço a todas as vítimas”.



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