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do deserto ao topo do mundo


O Coachella Valley Music and Arts Festival é hoje um titã cultural. Sua trajetória começou em 1999, no Empire Polo Club, na Califórnia. O deserto de Indio serviu de cenário para o nascimento do evento.

O nascimento sob a sombra de Woodstock

A produtora Goldenvoice idealizou um festival focado em música alternativa e arte. O surgimento ocorreu apenas três meses após o trágico Woodstock ’99. Aquele evento ficou marcado pelo caos, calor extremo e violência.

O Coachella nasceu justamente para ser o oposto desse cenário negativo. A organização focou em oferecer um ambiente seguro, limpo e confortável. A primeira edição contou com Beck, Tool e Rage Against the Machine.

Prejuízos iniciais e a virada de chave

O início, porém, foi difícil e gerou prejuízo financeiro aos sócios. O evento atraiu apenas 25 mil pessoas em outubro de 1999. Por conta do rombo financeiro, a edição de 2000 foi cancelada.

O festival retornou em 2001 com a data alterada para abril. Em 2003, a introdução do camping trouxe chuveiros e lojas de conveniência. A sustentabilidade e o conforto tornaram-se pilares fundamentais da experiência.

A consolidação comercial e eletrônica

A viabilidade comercial só foi confirmada na histórica edição de 2004. Com a banda Radiohead como headliner, os ingressos esgotaram pela primeira vez. A mística do festival no deserto estava finalmente consolidada.

O palco do Coachella também mudou a história da música eletrônica. Em 2006, o Daft Punk apresentou sua icônica estrutura de pirâmide. O show revolucionou a forma como DJs se apresentam em grandes arenas.

Expansão e marcos tecnológicos

Em 2012, a demanda era tão alta que o evento expandiu. O festival passou a ocorrer em dois finais de semana consecutivos. Naquele ano, Dr. Dre chocou o mundo com o holograma de Tupac Shakur.

Recentemente, o evento alcançou patamares financeiros e culturais inéditos no mercado. Beyoncé parou o mundo em 2018 com o lendário show “Beychella”. A performance celebrou com maestria a cultura de universidades negras americanas.

Recordes e influência global

Já em 2026, Justin Bieber quebrou recordes de faturamento no deserto. Ele tornou-se o artista mais bem pago da história do evento. O cantor recebeu cerca de US$ 10 milhões por sua apresentação.

Hoje, o Coachella dita tendências globais de moda e arte visual. As instalações gigantescas, como o famoso astronauta, são ícones das redes sociais. O deserto de Indio continua sendo o coração desta celebração.

Assista ao filme “Coachella: 20 Years in the Desert”



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