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Diretor do filme Resident Evil diz que não é fã de mídia física: “Estou tranquilo com o download”


Zach Cregger, diretor do filme A Hora do Mal (Weapons) e da aguardada adaptação de Resident Evil para os cinemas, entrou no debate que tem movimentado a indústria de games nas últimas semanas: o anúncio da PlayStation sobre o fim dos jogos em mídia física. Diferente do que muitos fãs de discos gostariam de ouvir, o cineasta revelou que não tem qualquer apego ao formato.

Em entrevista ao IndieWire, Cregger foi direto ao ponto. “Não sou de mídia física”, declarou. “Quer dizer, já fui na minha vida, mas tenho a tendência de perder e estragar as coisas com muita facilidade. Por isso, não fico perturbado se estou baixando um jogo, porque pelo menos significa que ele sempre vai estar lá quando eu precisar.”

O diretor, no entanto, reconhece que a posição não é isenta de riscos e antecipou a crítica mais comum ao modelo digital. “Sei que tem muita gente dizendo: ‘Nem sempre, cara, porque eles podem simplesmente remover seu jogo e você já pagou’” , continuou Cregger. “E, sim, isso é uma pena. Não gosto disso.”

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Questão de espaço e hábito

Mais do que uma posição ideológica sobre o futuro da distribuição de jogos, a preferência do cineasta parece ser uma questão prática e bem pessoal. “Simplesmente não tenho espaço físico em casa para todos os jogos que quero ter”, explicou. “E eu os perco. Sempre. Sempre perco e quebro as coisas. Então, prefiro não, estou tranquilo com o download.”

A declaração chega em um momento sensível para a comunidade gamer, que reagiu com forte insatisfação ao anúncio da PlayStation sobre o encerramento dos discos, uma decisão que, para muitos colecionadores e defensores da preservação digital, representa uma perda significativa de controle sobre os produtos adquiridos.

Boicote à Sony falhou

O boicote ao PlayStation 5, realizado inicialmente entre 23 e 30 de agosto como protesto contra o fim da fabricação de discos físicos pela Sony, não teve impacto mensurável no uso do console nos Estados Unidos. Segundo Mat Piscatella, analista da Circana, não houve nenhuma mudança significativa no número de jogadores ou no nível de engajamento registrado durante o período. Após a primeira semana, os organizadores chegaram a incentivar a continuidade do movimento por tempo indeterminado.

Nas redes sociais, muitos jogadores consideraram o resultado esperado, destacando a dificuldade de um movimento restrito às comunidades online alcançar uma base de dezenas de milhões de usuários. Outros defenderam ações com impacto financeiro maior, como deixar de comprar jogos, cancelar a PS Plus ou não adquirir futuros consoles. Também surgiram críticas à própria Circana e a Piscatella, mas predominou a percepção de que o blackout teve pouca adesão e não foi suficiente para pressionar a Sony.

Filme de Resident Evil tem sido elogiado

O filme de Resident Evil, dirigido por Zach Cregger para a Sony Pictures, recebeu suas primeiras reações da imprensa especializada, que destacam o longa como uma das melhores adaptações de videogames já feitas para o cinema. Críticos elogiaram a mistura de terror, ação e humor, além da tensão próxima à dos jogos da Capcom, dos efeitos sangrentos e dos designs de criaturas. 

O longa está previsto para chegar aos cinemas em 18 de setembro 2026.

Fonte: GamesRadar



Fonte: Video games

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