Ouros, um jogo de puzzle indie lançado no Steam em maio de 2024, está no centro de uma polêmica envolvendo a miHoYo, pois o desenvolvedor Michael Kamm acusa o estúdio bilionário de ter copiado sua mecânica e inserido uma versão dela como minigame dentro de Zenless Zone Zero.
A situação tomou contornos inusitados porque foi o próprio Michael Kamm quem se viu acusado, a princípio, de ser o plagiador. Fãs de Zenless Zone Zero passaram a atacá-lo nas redes após o lançamento de Ouros, alegando que ele teria copiado a funcionalidade presente no jogo da miHoYo. No dia 26 de maio, o desenvolvedor publicou um vídeo para inverter a narrativa e apresentar sua versão dos fatos com datas e detalhes de desenvolvimento.
Ouros é descrito como um “jogo de puzzle tranquilo” em que o jogador dobra e estica um laço para que uma esfera acerte alvos em sequência. O conceito é simples, mas já acumula mais de 200 avaliações classificadas como Muito Positivas no Steam. Segundo Michael Kamm, o jogo foi lançado em maio de 2024. A miHoYo, por sua vez, adicionou um minigame chamado Ether Tuning em Zenless Zone Zero apenas um ano depois, em junho de 2025.
Last year, miHoYo copied my puzzle game Ouros in Zenless Zone Zero.
Because they are a recognized, billion-dollar studio and my game isn’t well known, some people are now assuming that their version is the original, and mine is the clone.
I hope this video clears that up. pic.twitter.com/oztAWTg41T
— Michael Kamm – Ouros Out Now (iOS, Android, Steam) (@GRdotGIF) May 26, 2026
“No ano passado, a miHoYo copiou meu jogo de puzzle Ouros em Zenless Zone Zero. Por serem um estúdio reconhecido, bilionário, e meu jogo não ser muito conhecido, algumas pessoas estão agora assumindo que a versão deles é a original, e a minha é o clone”, escreveu Kamm no X.
O desenvolvedor foi além e apontou semelhanças que, para ele, vão além de uma coincidência criativa. “É basicamente o mesmo jogo, e há escolhas de design específicas que fiz e que eles por acaso também chegaram”, afirmou. A declaração sugere que certas decisões de design presentes em Ouros, suficientemente particulares para não serem consideradas genéricas, aparecem replicadas no minigame da miHoYo.
O caso ilustra uma dinâmica que não é nova na indústria, onde desenvolvedores independentes de menor visibilidade enfrentam dificuldade em provar autoria quando uma grande empresa lança algo parecido, ainda que a cronologia favoreça o indie. O peso do reconhecimento público da miHoYo, responsável também por Genshin Impact, uma das maiores franquias de live-service da atualidade, inverte, na percepção de boa parte da audiência, quem é o original e quem é a cópia.
Até o momento, a miHoYo não se pronunciou publicamente sobre as acusações de Michael Kamm. Ouros segue disponível no Steam.
Fonte: Dexerto
Fonte: Video games


