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Control Resonant está entre os jogos mais reservados no Brasil, enquanto receita da Remedy cai 40%


Control Resonant já ultrapassou a marca de 1,5 milhão de listas de desejos em todas as plataformas, segundo o relatório financeiro do primeiro semestre de 2026 divulgado pela Remedy Entertainment nesta semana, e isso a menos de dois meses do lançamento mundial, confirmado para 24 de setembro de 2026. A boa notícia para os fãs da franquia contrasta com um cenário financeiro mais turbulento para o estúdio finlandês, que viu sua receita cair 40% no segundo trimestre do ano.

A receita do segundo trimestre (abril–junho de 2026) recuou 40,0% na comparação anual, chegando a €10,2 milhões, ante os €16,9 milhões registrados no mesmo período de 2025. No acumulado do primeiro semestre, a queda foi de 23,1%, com receita total de €23,3 milhões frente a €30,3 milhões no H1 do ano anterior. Apesar disso, o EBITDA permaneceu marginalmente positivo em €0,5 milhão, e o fluxo de caixa operacional melhorou para €7,6 milhões, beneficiado pelo timing favorável de recebimentos.

O CEO Jean-Charles Gaudechon, que assumiu o cargo em março de 2026, foi direto ao explicar os números: a comparação é desvantajosa porque o segundo trimestre de 2025 foi inflado pelo lançamento de FBC: Firebreak, que gerou uma receita relevante com acúmulos iniciais de serviços de assinatura. No segundo trimestre de 2026, as taxas de desenvolvimento do remake de Max Payne 1&2 e de Control Resonant somaram €6,4 milhões, enquanto as receitas de vendas de jogos e royalties caíram para €3,8 milhões, ante €9,5 milhões no mesmo período anterior.

O relatório também traz boas notícias para outros títulos do portfólio. O Control original ganhou força de vendas ao longo do segundo trimestre, movimento que a própria Remedy atribui ao interesse renovado na franquia impulsionado pelo marketing de Control Resonant. Já Alan Wake 2 cruzou um marco expressivo: as vendas acumuladas ao longo da vida do jogo superaram 3 milhões de cópias durante o trimestre.

Control Resonant lidera as pré-vendas no Brasil

O destaque maior do relatório é, claro, a sequência que está a caminho. A Remedy afirma que a recepção ao jogo tem sido fortemente positiva, e aponta o deslocamento do combate para um estilo mais ágil, com ênfase em ataques corpo a corpo, como a mudança mais debatida mas que, segundo a empresa, foi bem recebida pelo público. Com 1,5 milhão de listas de desejos já registradas, o jogo demonstra tração real de demanda antes mesmo de chegar às lojas.

No PlayStation, a análise interna da Remedy indica que Control Resonant ficou entre os três jogos mais pré-comprados nos Estados Unidos, na Alemanha e no Brasil durante a janela pós-anúncio. Para os gamers brasileiros, é um sinal de que a franquia tem audiência local expressiva. O investimento em marketing pesou no caixa: as despesas operacionais da empresa subiram €1,7 milhão no trimestre, em grande parte por conta das atividades promocionais do jogo.

No lado do desenvolvimento, a Remedy listou três projetos ativos no período:

  • Control Resonant — em produção plena, auto-publicado pelo estúdio;
  • Um novo projeto ainda sem nome, que avançou para o estágio de “pronto para produção”;
  • O remake de Max Payne 1&2, desenvolvido para a Rockstar Games, também em plena produção.

Mesmo com o trimestre difícil, o estúdio manteve sua perspectiva para o ano completo de 2026 intacta, projetando crescimento de receita e EBITDA assim que Control Resonant chegar ao mercado. As metas estratégicas para 2030 também foram reiteradas: dobrar a receita de 2024 até 2027 e atingir uma margem de EBITDA de 30% no mesmo ano.

O estúdio encerrou o período com 379 funcionários, uma pequena redução em relação aos 385 de um ano antes e com €29,6 milhões em caixa e investimentos líquidos, resultando em uma posição de caixa líquido de €11,8 milhões às vésperas da que a própria empresa descreve como sua maior janela de lançamento até hoje.

Fonte: Wccftech



Fonte: Video games

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