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Com 92% de aprovação e 4 temporadas, é uma das melhores séries de ficção científica do momento – e também uma das mais realistas que já vimos – Notícias de cinema


A série contou com a ajuda de Gerry Griffin, diretor de voo durante o programa Apollo entre 1968 e 1977, e Garrett Reisman, ex-astronauta da NASA, para trazer realismo à ficção científica.

A Apple TV se consolidou como a plataforma de streaming de ficção científica. Em poucos anos, lançou sucessos como Fundação, Ruptura e a recente Pluribus, do criador de Breaking Bad, cujos primeiros episódios certamente causaram impacto. No entanto, há uma produção que muitas vezes passa despercebida pelo público em geral, embora aqueles que a assistem sejam só elogios. Trata-se de For All Mankind, que em breve estreará sua nova temporada.

A quinta temporada, para ser mais preciso, tornando-a a produção de gênero mais longa do catálogo até o momento. Um spin-off também está a caminho, o que nos permitirá falar não apenas de uma série aclamada pelo público — com nota 8,1/10 no IMDb após receber votos de mais de 40 mil usuários — mas também de uma franquia completa.

A trama começa nos dizendo que a União Soviética chegou à Lua antes dos Estados Unidos, desencadeando um efeito borboleta que transforma a política, a tecnologia e a cultura global na segunda metade do século XX. Basicamente, para simplificar, os EUA se tornaram competitivos e levaram a corrida espacial a limites inimagináveis, porém plausíveis, fazendo com que o presente ficcional tenha pouca semelhança com o nosso.

Tudo isso estreará em 27 de março na Apple TV+, uma data que marca um marco fundamental para o projeto. Com o lançamento da quinta temporada, a série abandona gradualmente sua abordagem de história alternativa para abraçar completamente a ficção científica pura, onde o único limite é a imaginação de seus roteiristas.

Um compromisso com o realismo: a ajuda de astronautas

Mas será que a série é realista? Uma história alternativa é uma reconstrução histórica baseada em dados hipotéticos que às vezes acaba resultando em histórias extravagantes sem qualquer fundamento na realidade. Bem, não é o caso aqui.

Embora o catalisador seja fictício, os desafios de engenharia, física orbital e biológicos da vida no espaço são tratados com uma precisão científica surpreendente. Foi um compromisso pessoal de Ronald D. Moore, criador do reboot de Battlestar Galactica e showrunner da nova série God of War, que quis dar rigor ao projeto, contando com a ajuda de Gerry Griffin, diretor de voo durante o programa Apollo entre 1968 e 1977, e Garrett Reisman, ex-astronauta da NASA.

O próprio Reisman explica a complexidade desse nível de detalhe: “É difícil acertar tudo. Eu não tinha noção do quanto custaria alcançar essa precisão, especialmente com a ausência de gravidade. Temos filmagens feitas na Terra, outras em microgravidade e também na Lua, com um sexto da gravidade terrestre. Acertar a física, para que, por exemplo, os cabos de amarração não caíssem sob o próprio peso, mas flutuassem, foi um desafio constante. Toda a equipe se dedicou a isso. Para mim, foi como voltar ao treinamento, mesmo já tendo voado no ônibus espacial”, explicou, lembrando que também precisou estudar para a ocasião, já que sua carreira ativa começou depois das cápsulas Apollo.



Fonte: Filmes e Séries

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