O diretor revelou que queria replicar a abordagem de programas que narram crimes reais.
Nos últimos anos, o futuro parecia cada vez mais incerto para Brian De Palma. Em meio a rumores persistentes de que ele havia abandonado o cinema e à amarga lembrança de Domino, muitos presumiram que o diretor havia fechado as portas para a sétima arte. Por um tempo, os sinais não eram animadores, já que ele não fazia um filme há quase sete anos, e suas declarações revelavam certa frustração e uma mudança de guarda que nem sempre é gentil com nomes que nunca buscaram financiamento milionário ou se adaptaram aos gostos dos algoritmos.
No entanto, o cinema às vezes oferece segundas chances, e o que parecia um retiro discreto começa a ser interpretado mais como uma pausa.
O retorno inesperado de De Palma
Brian De Palma retorna com Sweet Vengeance. O projeto não é novo, já que De Palma o anunciou pela primeira vez em 2018, descrevendo-o como um filme “inspirado em duas histórias reais de assassinato” – segundo o The Film Stage – e empregando uma metodologia emprestada do gênero true crime.
Universal Pictures
O diretor disse que passou décadas assistindo a programas que narravam crimes reais e queria replicar essa abordagem: “Estou interessado em como eles contam a história do crime, então farei como fazem na televisão, baseado em dois casos reais”. Na época, chegou-se a cogitar Wagner Moura para o papel principal, embora não se saiba se ele ainda está envolvido no projeto após tantos anos de desenvolvimento.
A esperança após um fracasso inesquecível
O filme incluirá duas peças-chave do cineasta, que, no jargão do próprio diretor, provavelmente são assassinatos estilizados, sequências tensas em escadas ou elevadores e aquele tipo de coreografia visual que define seu cinema.
E aqui, o contexto importa, especialmente depois de Domino, massacrado pela crítica e pelo público, que foi um pesadelo para o próprio criador. “Domino não é meu projeto; eu não escrevi o roteiro”, explicou De Palma ao The Playlist, esclarecendo que tentou usá-lo como um exercício de narrativa visual. O pior veio depois: “Tive muita dificuldade para financiá-lo. Nunca vivi um set de filmagem tão horrível. Muitos dos membros da nossa equipe nem sequer receberam pagamento dos produtores dinamarqueses.”
Mas De Palma não é um diretor qualquer: ele é responsável por vários filmes que definiram décadas do cinema americano. É por isso que a notícia de Sweet Vengeance é tão empolgante, porque, independentemente dos resultados recentes de bilheteria, um cineasta com uma carreira como a dele merece uma despedida à altura – embora torçamos para que este não seja seu último filme…
Fonte: Filmes e Séries


