PUBLICIDADE

A Empregada não me empolgou, mas me fez perceber que o cinema está longe da morte que vem sendo prevista há tanto tempo – Notícias de cinema


A magia do cinema é muito mais humana e real do que poderíamos imaginar.

É claro que o modelo tradicional de distribuição não está em seu melhor momento. A ascensão das plataformas de streaming, a preferência por assistir filmes no sofá de casa e manobras comerciais como a recente tentativa de aquisição da Warner pela Netflix criam um cenário que parece anunciar o fim do cinema como o conhecemos.

No entanto, mesmo com tudo isso em jogo — e com a queda progressiva na frequência e na bilheteria ano após ano —, algo ainda me faz acreditar que as salas vão continuar se enchendo, em maior ou menor escala. E eu pude vivenciar isso em primeira mão ao assistir A Empregada cercada de amigos… e uma multidão de desconhecidos.

A magia do cinema (nos cinemas)

Paris Filmes

Para ser honesta, preciso admitir que o último filme de Paul Feig, uma adaptação do best-seller homônimo de Freida McFadden, me deixou muito mais indiferente do que eu esperava. Meu maior problema não foi a sequência vertiginosa de reviravoltas, as atuações exageradas ou o tom autoconsciente e televisivo.

O que quase me fez desconectar e me impediu de curtir plenamente o frenesi do terceiro ato foi a estrutura desequilibrada do filme provavelmente herança da necessidade de encaixar surpresas nos momentos certos.

A Empregada: Sydney Sweeney revela como entrou para o elenco de seu mais novo suspense

Mas quando tudo parecia perdido, entre olhares pro relógio e a previsibilidade da grande reviravolta desde os primeiros minutos, a experiência coletiva do cinema me arrebatou e me sustentou por duas horas que acabaram sendo menos tediosas do que meu cérebro insistia em achar.

O fenômeno de A Empregada

Risos cúmplices, gritos contidos, apelos diretos aos personagens e comemorações esporádicas surgiram organicamente durante a sessão, elevando o filme a patamares inesperados. É um ótimo exemplo de por que A Empregada virou um fenômeno, e chegou a competir nas bilheterias com Avatar: Fogo e Cinzas.

Ao sair do cinema e ter a conversa de sempre com meus amigos no caminho de casa, percebi que minhas impressões eram paradoxais: não gostei muito do filme estrelado por Sydney Sweeney e Amanda Seyfried ele até me incomodou, mas também… gostei. E isso se devia única e exclusivamente àquela “magia do cinema” que, no fim das contas, é muito mais terrena e humana do que a gente imagina.

Apesar das controvérsias em torno da história do filme, a trama de Millie Calloway deve retornar em uma sequência.



Fonte: Filmes e Séries

Leia mais

PUBLICIDADE