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Halsey aposta em guitarras na última noite do Rock in Rio


Quem imaginou que a cantora e compositora norte-americana Halsey subiria ao palco Mundo como uma princesa de conto de fadas, se enganou. Com o show “The Girl in the Tower”, ela não pareceu uma dama indefesa. Na verdade, ela se apropriou do palco de forma intensa… Como quem sabe exatamente onde está.

A apresentação no Rock in Rio foi anunciada pela própria Halsey como a última performance do projeto que traz uma abordagem teatral para os sucessos de sua carreira de quase 15 anos. O show é marcado por guitarras e bateria, o que distanciam da era “Closer”, seu maior hit, feito ao lado de The Chainsmokers. Aliás, vale dizer que ela apresentou uma versão pesada desta mesma canção no setlist.

O público que estava com receio da norte-americana não vir ao Rio de Janeiro, pôde ficar despreocupado. Ela assustou os fãs ao publicar que “Preciso de 100 bruxas se reunindo para me ajudar a chutar essa doença nas próximas 24 horas. Eu estou morrendo e irmãos e irmãs isso é algo sério”, no X, apenas três dias antes do seu show no Rock in Rio.

Bom, ela teve tempo para se recuperar. Correndo de um lado para o outro da estrutura, Halsey demonstrou estar à vontade e com a voz em dia.

Em momento de interação com o público, Halsey declarou que ama o Brasil, que fazia tempo que não voltava e agradeceu a recepção. Em entrevista à Billboard Brasil antes de vir ao país para a apresentação, ela explicou: “É um dos meus lugares favoritos no mundo. Acho que aquela primeira experiência realmente consolidou o lugar do Brasil no meu coração”, disse ela sobre sua estreia em um palco brasileiro, que aconteceu no Lollapalooza de 2016. “Eu simplesmente me apaixonei”

A cantora, que é bissexual, também declarou no palco que a coisa que mais ama no mundo são as mulheres. Ela explicou que ama ver as mulheres sendo elas mesmas e livres. Isso fica muito claro em sua performance: ela mostra toda potência vocal, além da habilidade na guitarra, sem se intimidar por um grande público – e nem pela chuva que caia pela Cidade do Rock.

Labaredas de fogo surgiam ao longo da apresentação para esquentar a noite fria do Rio de Janeiro e projeções de um castelo com a torre e de uma igreja apareceram nos telões, que faziam parte de uma apresentação dividida em quatro atos conceituais: The Mother (A Mãe), The Maiden (A Donzela), The Mage (O Mago) e They’re Raging at Me (Eles estão furiosos comigo).

Além da forte presença de palco, Halsey pediu para o público fazer um mosh pit durante “Experiment on Me”, pedido que foi atendido. Ela também desceu até o público para cantar perto dos fãs, chegando a abraçá-los. O momento fofo com celulares com lanterna ligados ocorreu em “Without Me”, outro grande hit de sua carreira.

A apresentação trouxe uma versão mais rock e pesada de suas canções, passando pelos álbuns “Badlands” (2015), “Hopeless Fountain Kingdom” (2017), “Manic” (2020), “If I Can’t Have Love, I Want Power” (2021) e “The Great Impersonator” (2024).

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