Songs of the Past, a expansão inédita de The Witcher 3: Wild Hunt anunciada durante a Gamescom Opening Night Live 2026, não existiria sem o remaster do RPG. Quem afirma isso é Jakub Rokosz, game director da expansão e também responsável pelo desenvolvimento original do jogo, em entrevista recente ao BBC News publicada no YouTube.
Segundo Rokosz, foram necessários uma série de fatores simultâneos para que o projeto saísse do papel. “As estrelas tinham que se alinhar e as condições tinham que ser perfeitas para que isso acontecesse”, disse ele. O ponto de virada foi quando a história do passado de Dandelion e de sua terra natal ganhou atenção da equipe exatamente no momento em que a CD Projekt Red iniciou as conversas sobre o desenvolvimento da expansão, e o trabalho no remaster também estava em andamento.
Para o diretor, “essas duas coisas estão interligadas de uma forma que a realização de Letten, a cidade natal de Dandelion, não seria possível sem as melhorias técnicas do remaster”.
Por que o remaster foi essencial
The Witcher 3: Wild Hunt foi lançado originalmente em 2015, o que coloca mais de uma década de avanços tecnológicos entre a versão base do jogo e o que a equipe precisava para concretizar a visão de Songs of the Past. A criação de Letten como um ambiente funcional e visualmente coerente com a proposta da expansão só foi viável porque o remaster trata justamente de superar essas limitações técnicas acumuladas ao longo dos anos.
E o The Witcher 3 Remastered não é uma atualização superficial. A CD Projekt Red promete combate aprimorado e visuais profundamente remodelados, um escopo que, segundo as próprias descrições do estúdio, se aproxima mais de um remake do que de um remaster convencional. “Algumas coisas tiveram que se encaixar”, resumiu Rokosz, ao reforçar que essa convergência de circunstâncias foi o que tornou Songs of the Past viável.
Geralt de volta, Dandelion em destaque
A expansão coloca Dandelion (o bardo e amigo fiel de Geralt) no centro da narrativa, explorando sua origem e sua terra natal pela primeira vez com este nível de profundidade. Do lado do protagonista, Doug Cockle, voz de Geralt há 20 anos, retorna ao papel. Em declarações recentes, o ator descreveu o retorno ao personagem para Songs of the Past como “como vestir um casaco quente”.
Com Songs of the Past e The Witcher 3 Remastered caminhando juntos, a CD Projekt Red tem nas mãos um dos projetos mais ambiciosos de seu portfólio atual, especialmente considerando os demais títulos que o estúdio tem em desenvolvimento. Para os fãs da franquia, o horizonte é generoso.
Songs of the Past chega em 2027.
Fonte: GamesRadar
Fonte: Video games


