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tudo sobre o novo telão do Palco Mundo


Para a edição de 2026, a organização do Rock in Rio teve a maior transformação cenográfica da história do Palco Mundo: pela primeira vez, toda a parte frontal da estrutura funcionará como um único mega painel de LED de altíssima definição, com 2.400 metros quadrados. O espaço ganhou uma fachada inteiramente revestida por telões – um formato inédito para o festival, que retoma sua programação nos dias 11, 12 e 13 de setembro, no Parque Olímpico, no Rio de Janeiro.

Ana Biavaschi, diretora de criação e cenografia do Rock in Rio, explica, em entrevista para a Billboard Brasil, que a decisão de revestir toda a estrutura frontal do Palco Mundo nasceu do encontro entre a demanda do público por uma experiência visual mais imersiva e a evolução da tecnologia de LED, que deixou de servir apenas como superfície de exibição para se tornar elemento cenográfico.

“Não queríamos apenas aumentar telas. Queríamos transformar o palco inteiro em uma superfície viva, capaz de mudar completamente de identidade a cada apresentação”, afirma.

Questionada sobre por que 2026 se tornou o momento certo para uma mudança tão radical após 41 anos de festival, a organização destacou o alinhamento entre maturidade tecnológica, viabilidade operacional e propósito criativo. “O Palco Mundo sempre foi um ícone arquitetônico. Agora, ele passa a ser também uma plataforma criativa em constante transformação.”

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Amostra do Palco Mundo durante o show de Gilberto Gil no Rock in Rio (Bruna Calazans)
Amostra do Palco Mundo durante o show de Gilberto Gil no Rock in Rio (Bruna Calazans)

Um projeto multidisciplinar no Rock in Rio

O novo design foi desenvolvido pelo time de criação e cenografia da Rock World, em um processo colaborativo que reuniu profissionais de cenografia, arquitetura, design, conteúdo visual, engenharia e produção artística. Roberto Medina, fundador do Rock in Rio, participou das discussões estratégicas e da visão de futuro para o palco. Do desenvolvimento inicial até a aprovação final, o projeto levou vários meses de estudos, simulações e testes técnicos.

“O principal desafio foi integrar uma enorme área de LED a uma estrutura que precisa suportar condições extremas de operação ao ar livre, incluindo vento, chuva, incidência solar e longas jornadas de funcionamento. Além disso, foi necessário desenvolver soluções específicas para distribuição de carga, sistemas redundantes de energia, transmissão de conteúdo em tempo real e manutenção durante a operação do festival”, conta a diretora.

Segundo a organização, a mudança mais perceptível para o público será a sensação de que cada show acontece em um palco diferente. “O público verá cenários digitais monumentais, narrativas visuais imersivas e momentos criados especialmente para determinados trechos dos shows”, explica Ana.

Com headliners de linguagens visuais tão distintas quanto, o festival afirma que a nova estrutura foi pensada justamente para potencializar a identidade de cada artista.

“A diversidade artística sempre foi uma das marcas do Rock in Rio. O novo Palco Mundo foi pensado justamente para potencializar essa característica de cada Headliner. Cada artista possui sua própria identidade visual, direção criativa e proposta de espetáculo. O trabalho do festival é oferecer uma plataforma tecnológica capaz de acomodar essas diferentes linguagens e potencializar a visão criativa de cada equipe.”

Para a organização, a transformação do Palco Mundo reforça a busca constante do Rock in Rio por inovação e deve evoluir nas próximas edições. “Trata-se de uma plataforma de longo prazo. A expectativa é que ela continue evoluindo a cada edição, incorporando novas tecnologias, novas linguagens visuais e novas formas de interação”, finaliza.

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