O Digital Foundry publicou sua análise técnica de The Elder Scrolls IV: Oblivion Remastered no Switch 2, e o veredito é aquele tipo que faz você soltar um suspiro fundo: visualmente impressionante para o hardware, mas cheio de ressalvas quando o assunto é performance.
Em termos de imagem, Oblivion Remastered roda a 1080p no modo dock e 900p no modo portátil, com uso de DLSS para compensar a diferença. O resultado visual é descrito pelo Digital Foundry como impressionante, chegando a superar o que é visto no Xbox Series S, o que, considerando o gap de potência entre os dois hardwares, não deixa de ser um feito técnico notável.
O ponto negativo fica por conta da vegetação, pois a densidade de folhagem foi consideravelmente reduzida em relação às outras versões, com árvores inteiras simplesmente ausentes no mapa. Além disso, o pop-in de assets em distâncias maiores é frequente, elementos surgem e desaparecem dependendo da proximidade do jogador, o que quebra bastante a imersão em um jogo aberto como este.
O alvo é 30 FPS, mas chegar lá de forma consistente é outra história. O Digital Foundry aponta problemas sérios de frame pacing: a câmera sofre travadas frequentes enquanto os tempos de frame alternam entre 16ms e 50ms.
Uma notícia um pouco melhor, pois o problema de degradação progressiva de performance observado nas versões de PS5 e Xbox Series S|X, em que o jogo vai piorando com o tempo de sessão, não parece se repetir no Switch 2. Segundo o Digital Foundry, isso provavelmente se deve justamente ao limite de 30 FPS, já que as outras plataformas rodam com framerate desbloqueado em busca dos 60 FPS
A estabilidade geral também é descrita como superior à de outras plataformas. Porém, o próprio site registrou alguns crashes desde o lançamento, o que deixa claro que a versão está longe de ser ideal. A expectativa é de que Bethesda e Virtuos lancem patches para corrigir ao menos parte desses problemas ao longo do tempo.
Vale destacar que Bethesda conseguiu comprimir o jogo inteiro em um único cartucho de Switch 2, o que por si só já é um dado relevante sobre o esforço técnico de otimização por trás do port.
Fonte: Nintendo Life
Fonte: Video games


