The Blood of Dawnwalker não quer ser apenas um jogo isolado, a Rebel Wolves e a Bandai Namco confirmaram que o save do primeiro título poderá ser importado para os próximos jogos da franquia, em uma abordagem que remete diretamente ao que a BioWare fez com a trilogia Mass Effect.
O diretor do jogo, Konrad Tomaszkiewicz, explicou que a saga foi planejada dessa forma desde o início: “Desde o começo, quando falávamos sobre The Blood of Dawnwalker, falávamos sobre o ciclo inteiro, porque planejamos alguns jogos e queríamos contar a história específica que pensamos. Quando você sabe o que quer dizer nos próximos jogos e para onde eles levam, fica mais fácil planejar a história do [primeiro] jogo e inserir alguns eventos e elementos de história que serão os ganchos para as próximas coisas que vão acontecer.”
A confirmação formal partiu da própria Bandai Namco, que respondeu diretamente ao Eurogamer: “Haverá uma opção para carregar o save do primeiro jogo.” A decisão não é trivial, a BioWare enfrentou desafios consideráveis ao lidar com a cadeia de escolhas e consequências ao longo da trilogia Mass Effect, e nunca mais repetiu a mesma estrutura após o fim da saga do Comandante Shepard.
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Um protagonista que atravessa séculos
O ponto central que viabiliza essa proposta é o próprio protagonista. Coen é um meio-humano, meio-vampiro, e diferente de Shepard em Mass Effect, ele pode viver por centenas de anos. O trailer exibido no Summer Game Fest, que mostra um entregador nos dias atuais deixando uma caixa sangue para um vampiro debilitado é, na verdade, uma cena pós-créditos do próprio jogo. Ou seja, Coen aparece vivo aproximadamente 600 anos após os eventos de The Blood of Dawnwalker, que se passa no século XIV.
Isso, no entanto, não significa que o próximo jogo da série será ambientado nos dias de hoje. Tomaszkiewicz foi enfático: “Não. Não, não, não.” O que isso abre, na prática, é a possibilidade de saltos temporais por diferentes épocas e culturas ao longo da saga. “É esse tipo de coisa que faremos”, afirmou o diretor, “viajar pelas eras e pelas culturas. Há mais diversão em contar histórias diferentes de muitos lugares da Terra, porque precisamos aprender aquelas culturas, aprender aquelas lendas, pensar em como se encaixar nos eventos históricos daquele lugar específico. Isso será uma renovação para nós a cada nova parte do jogo.”
Similar a Assassin’s Creed? Só até certo ponto
A comparação com Assassin’s Creed, franquia que usa períodos históricos famosos como cenário de jogos interligados por uma narrativa maior, surgiu naturalmente. Tomaszkiewicz concordou parcialmente, mas fez questão de marcar a diferença: “É a mesma ideia, mas feita de forma diferente. Eu prefiro usar o exemplo de Entrevista com um Vampiro […] porque há mais fantasia nessa abordagem específica e há mais narrativa nisso. Assassin’s Creed é um jogo legal, mas da minha perspectiva, são histórias separadas com heróis separados, e nós queremos contar a história deste herói específico e sua aventura, e o enredo ao longo de tudo isso.”
O trabalho no próximo jogo da saga já começou. Tomaszkiewicz revelou que um período histórico já foi escolhido para a sequência, sem, no entanto, revelar qual. “Já estamos pensando nisso há muito tempo e sabemos como será o arco de história completo dos outros jogos“, disse.
O artista de ambientação Adam Payet também comentou sobre a perspectiva interna: “Ouvi rumores e estou animado. Ouvi de pessoas o que estamos considerando, e como artista de ambientação, porque Konrad falou sobre variedade, se a saga tivesse vários jogos e todos fossem no século XIV, em algum momento você enjoaria do século XIV e de fazer a mesma coisa.”
The Blood of Dawnwalker tem lançamento previsto para 3 de setembro para PC, PS5 e Xbox Series.
Fonte: Eurogamer
Fonte: Video games


