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GOG volta a provocar a Sony e diz que seus jogos não precisam da “permissão de uma loja” para serem jogados


GOG já havia comentado anteriormente sobre o possível fim da mídia física no PlayStation, mas agora a plataforma voltou a dar uma indireta na Sony. A loja deixou um recado direto aos jogadores de PC: baixe o instalador offline dos seus jogos, grave-o em um disco e esqueça que qualquer loja digital existe. A mensagem foi publicada na conta oficial da empresa no X e funciona como um lembrete de um dos principais diferenciais da plataforma em relação às concorrentes.

“Baixe o instalador offline de qualquer um dos seus jogos na GOG, salve-o em um disco e ele será seu para sempre“, diz a publicação oficial da empresa. “Você não precisa da permissão de uma loja para jogar o que comprou.”

O que torna a GOG diferente das outras lojas digitais

A GOG não vende jogos fisicamente em disco, mas sua política segue uma direção diferente da adotada por plataformas como o Steam. A loja disponibiliza instaladores offline para download dos jogos adquiridos. Isso significa que, com o arquivo em mãos, salvo em um HD externo, pendrive ou gravado em disco, o jogador pode instalar e rodar o título sem precisar de conexão com a internet e sem depender de que a loja continue existindo.

Esse modelo se torna cada vez mais relevante diante de uma realidade bem conhecida do mercado digital: jogos são removidos das lojas com frequência, por razões que vão de questões de licenciamento a decisões comerciais. Além disso, requisitos como conexão permanente à internet e restrições regionais de conta podem impedir um jogador de acessar um título que comprou legitimamente.

Essa liberdade é uma característica histórica do PC como plataforma. Doom, por exemplo, distribuído como shareware nos anos 1990, um modelo em que o jogador recebia o arquivo e podia copiá-lo, compartilhá-lo e instalá-lo sem depender de uma loja digital. A GOG, de certa forma, atualiza essa lógica para o mercado moderno.

A mesma alternativa, claro, não existe para quem joga exclusivamente nos consoles fechados. Nesses ambientes, o jogador está mais atrelado ao ecossistema do fabricante. No PC, quem quiser criar sua própria cópia física de um jogo adquirido na GOG pode fazê-lo.

O recado da GOG não é novidade para quem já usa a plataforma há anos, mas o timing da publicação reforça um debate cada vez mais presente no mercado: a diferença entre pagar por uma licença de uso e, de fato, ter controle sobre aquilo que foi comprado.

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Existe precedente para o perigo

A publicação da GOG também ganha peso diante de um caso recente envolvendo a própria Sony. A PlayStation Store começou a notificar usuários que haviam comprado filmes distribuídos pela StudioCanal de que 551 títulos seriam removidos permanentemente de suas bibliotecas a partir de 1º de setembro. Produções como Exterminador do Futuro 2, O Vingador do Futuro e Confissões de uma Mente Perigosa estão entre as afetadas, com a Sony atribuindo a decisão a “acordos de licenciamento de conteúdo”.

O episódio voltou a colocar em evidência uma das principais fragilidades das compras digitais: mesmo após pagar por um conteúdo, o consumidor pode continuar dependendo da plataforma e de seus contratos para manter o acesso ao que adquiriu. É justamente contra esse tipo de dependência que a GOG posiciona seu modelo de instaladores offline e jogos sem DRM.

Fonte: GamesRadar



Fonte: Video games

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