A decisão da Sony de encerrar a produção de discos do PlayStation para novos jogos a partir de janeiro de 2028 gerou uma reação imediata da comunidade gamer. Em menos de quatro dias, uma petição criada no Change.org com o nome Don’t Kill the Disc acumulou 100.000 assinaturas, e os números continuam subindo enquanto a empresa mantém silêncio sobre as críticas.
‘Um disco é um jogo que você realmente possui’
A descrição da petição resume bem o sentimento de quem a assinou:
“Um disco é um jogo real que você possui. Você pode emprestá-lo, trocá-lo, revendê-lo, presenteá-lo, colecioná-lo ou passá-lo para seus filhos. Uma caixa com apenas um código de download não é a mesma coisa. É uma licença digital em embalagem plástica. Você não é dono. Você está alugando um acesso que pode ser revogado, e as pessoas já tiveram filmes comprados deletados de suas bibliotecas e jogos retirados de venda semanas após o lançamento.”
O texto deixa claro que o movimento não é necessariamente contrário ao digital como opção, mas sim contrário à imposição dessa escolha pelos fabricantes. A petição também aborda o impacto econômico da medida: a mídia física sustenta uma cadeia de empregos e negócios ao longo de toda a indústria, de varejistas a distribuidores.
O anúncio que sacudiu a comunidade
No dia 1º de julho, o perfil oficial do PlayStation no X publicou dois links direcionando os usuários a páginas que confirmavam a notícia: a partir de 2028, nenhum novo jogo para os consoles da Sony será lançado em disco físico. A reação foi instantânea. Boicotes, campanhas nas redes sociais e uma enxurrada de críticas tomaram conta do debate, com os principais pontos de tensão girando em torno da perda de controle sobre os jogos adquiridos, da monopolização das vendas e da disparidade de preços entre o mercado digital e o físico.
A petição foi criada por um representante da PnP Games, uma plataforma varejista canadense, que decidiu tomar a iniciativa e levar o protesto para o Change.org.
Fonte: Insider Gaming
Fonte: Video games


