A Housemarque pode estar de olho em um projeto de menor escala para o próximo jogo. O co-fundador do estúdio finlandês, Ilari Kuittinen, deu a entender em declaração recente que, após a entrega de Saros, o time está aberto a explorar oportunidades que não necessariamente seguirão o mesmo tamanho e ambição do título mais recente.
“Às vezes até nos beliscamos… será que estamos sonhando por termos recebido a oportunidade de criar algo assim? Um novo jogo, uma nova IP, com todos esses recursos? Mas também mantemos os pés no chão. Passamos 26 anos como um estúdio independente, apenas tentando sobreviver e seguindo de um jogo para o outro. Neste momento, estamos falando sobre como avançar com Saros e discutindo isso com a comunidade. Mas, claro, também pensamos no que devemos fazer no futuro. Existem oportunidades interessantes que gostaríamos de explorar e que talvez não estejam na mesma escala de Saros. Há tantas coisas que queremos experimentar, e vamos descobrir se isso será possível ou não.”
As declarações foram feitas em um momento em que o estúdio atravessa uma fase de consolidação dentro da PlayStation Studios. A Housemarque, fundada em 1993, foi oficialmente incorporada ao time first-party da Sony em 2021, após o lançamento de Returnal, o último jogo produzido pelo estúdio antes de ser adquirido pela Sony.
Segundo o portal The Game Business, o estúdio hoje conta com 120 funcionários, o triplo do que tinha há uma década, quando lançou Nex Machina no PS4. Ainda assim, precisou do apoio da Nixxes para concluir o desenvolvimento de Saros.
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Vendas modestas e olhar para o futuro
O contexto em torno dessas declarações não é trivial. Saros enfrenta números de vendas considerados abaixo do esperado, estimativas apontam para cerca de 300 mil cópias, um ritmo mais lento do que o de Returnal, mesmo com uma base instalada de PS5 consideravelmente maior agora. Em um cenário de indústria marcado por demissões em massa e incerteza generalizada, é natural que fãs se preocupem com o futuro de seus estúdios favoritos.
A Housemarque, porém, parece encarar a situação com otimismo. O diretor de marca Mikael Haveri lembrou que o próprio Returnal passou por um processo parecido, ganhando impulso gradualmente à medida que os jogadores destravavam mais do jogo e o boca a boca se espalhava.
“É engraçado, Returnal, quando lançamos, começou a ganhar tração um pouco depois”, disse Haveri. “Boa parte da comunidade foi desvendando o jogo aos poucos, e isso tende a se propagar: as pessoas vão ficando cada vez mais interessadas.”
A menção a projetos de escalas diferentes levanta a especulação sobre um possível retorno às raízes arcade do estúdio, que é conhecido por títulos como Super Stardust HD e Resogun. Nada está confirmado, e o próprio Kuittinen deixou claro que os planos ainda estão em discussão.
Fonte: Push Square
Fonte: Video games


