Marvel’s Wolverine, o aguardado exclusivo da Insomniac Games para PS5, não será um jogo de mundo aberto e essa foi uma decisão completamente deliberada. Em entrevista ao IGN, o diretor de jogo Mike Daly explicou em detalhes a estrutura e o ritmo que o estúdio escolheu para o título, comparando a experiência diretamente ao que os fãs encontram nas páginas dos quadrinhos do personagem.
A lógica parte do próprio DNA de Logan. Segundo Daly, a equipe se fez uma pergunta central durante o desenvolvimento: o que tornaria este o melhor jogo do Wolverine possível, representando o personagem de forma fiel? A resposta veio da própria mitologia do mutante.
“Logan é um personagem que basicamente viaja o mundo, viajou o mundo muitas vezes”, disse o diretor. “Ele é movido pela busca pelo seu passado. É impulsionado por um senso de dever. E, para isso, decidimos que uma aventura ao redor do globo era a abordagem certa para esse jogo. Logan não é um personagem que está ancorado em um lugar específico e passa muito tempo nele.”
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Ritmo de quadrinho, do começo ao fim
Daly descreveu o ritmo construído pelo estúdio como uma montanha-russa narrativa, com uma história densa que prende o jogador da primeira à última missão. “O que você pode esperar do jogo é que criamos uma narrativa com ritmo de quadrinho, uma história densa, que é como uma montanha-russa, e te agarra do começo ao fim. E, de forma geral, você é conduzido por todas essas missões por eventos importantes e pontos de virada da trama que vão acontecendo“, explicou o diretor.
Em Marvel’s Wolverine, o jogador será constantemente levado a regiões diferentes do planeta, cada uma com suas próprias características de ambiente, navegação e gameplay. “Logan tem uma pista, tem uma direção, mas tem agência em como decide abordá-la. As áreas têm caminhos diferentes que você pode tomar. O stealth é opcional; você pode fazer ou não fazer, pode pular direto para o combate. E você pode bisbilhotar os cantos e recantos do mundo para encontrar coisas aqui e ali, e algum conteúdo opcional e colecionáveis no caminho”, detalhou.

Variedade de ambientes e sem mundo aberto
A diversidade de cenários ao redor do globo foi construída para gerar diferentes “sabores” de gameplay. Conforme Daly descreveu, alguns momentos serão mais focados em observação e travessia, outros em encontrar personagens para interagir, e muitos deles em perseguir e eliminar inimigos furtivamente, ou não, já que o stealth é inteiramente opcional.
Quando questionado sobre a possibilidade de existirem áreas no estilo sandbox dentro do jogo, o diretor foi direto: a Insomniac jamais teve intenção de criar um mundo aberto. “O que realmente queríamos era uma aventura linear single-player frenético e intrigante, e as missões refletem isso em sua estrutura”, afirmou.
Marvel’s Wolverine chega ao PS5 em 15 de setembro.
Fonte: GamingBolt
Fonte: Video games


