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Ações da Nintendo caem 12% após aumento do preço do Switch 2 e previsão fraca


As ações da Nintendo sofreram uma queda de 12% no último fim de semana após a confirmação do aumento no preço do Nintendo Switch 2, previsto para entrar em vigor em setembro. A desvalorização, porém, não foi causada apenas pelo reajuste do console. Uma série de fatores pesou sobre os investidores: a admissão de que os grandes títulos da empresa estão levando mais tempo para ficarem prontos, a projeção de queda nas vendas do hardware no próximo ano fiscal e o reconhecimento de que escassez de memória, tarifas e ciclos de desenvolvimento mais longos representam desafios concretos para o negócio. Mesmo diante desse cenário, o presidente Shuntaro Furukawa demonstrou tranquilidade.

Durante a sessão de perguntas e respostas da apresentação de resultados anuais da Nintendo, Furukawa reconheceu abertamente as pressões que a companhia enfrenta no lado do hardware. “O aumento dos preços de memória e outros componentes não teve grande impacto na lucratividade do hardware no último ano fiscal. No entanto, esperamos que os aumentos de preços continuem e, a partir deste ano fiscal, acreditamos que eles se tornarão gradualmente um fator de pressão sobre a lucratividade do hardware”, disse o executivo.

Vale destacar que Furukawa não estava falando sobre novos reajustes no preço de venda do Switch 2, mas sim sobre o custo crescente dos componentes usados na fabricação do console. Essa expectativa, aliás, foi um dos fatores centrais que levou a Nintendo a aumentar o preço do aparelho. “Acreditamos que os recentes aumentos nos preços de componentes, especialmente de memória, bem como as flutuações nas taxas de câmbio e as tendências do preço do petróleo, provavelmente continuarão no médio e longo prazo”, completou Furukawa.

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O presidente também admitiu que o tempo de desenvolvimento dos jogos da empresa aumentou, mesmo com os esforços contínuos para entregar títulos “de forma oportuna”. Esse, vale lembrar, não é um problema exclusivo da Nintendo, toda grande publicadora do setor enfrenta a mesma equação de como entregar jogos de alta qualidade em janelas de tempo cada vez mais apertadas.

Switch 2

Apesar de o próximo ano fiscal projetar uma queda nas vendas do Switch 2, Furukawa tem razões concretas para manter o otimismo. A principal delas é a velocidade de adoção do console. “O Nintendo Switch 2 está sendo adotado em um ritmo mais rápido do que o Nintendo Switch, e neste momento não temos nenhuma preocupação específica com a perda de momentum”, afirmou o executivo. A empresa também observou em sua apresentação que as vendas do Switch 2 foram “mais concentradas no ano de lançamento em comparação com sistemas de hardware anteriores”, ou seja, a Nintendo já conta com uma base de usuários maior do que o esperado antes mesmo de encerrar o primeiro ciclo completo do produto.

Outro pilar da confiança de Furukawa está no poder do software. O desempenho de Pokémon Pokopia foi citado como exemplo claro de que títulos desejados movem hardware, mesmo em um cenário de preços mais altos.

“O fato de que Pokémon Pokopia contribuiu para as vendas de hardware reafirmou para nós que ter softwares que as pessoas realmente querem jogar é um fator fundamental para incentivar a migração para o Nintendo Switch 2”, disse Furukawa. “Temos muitos títulos novos planejados para o Nintendo Switch 2 e pretendemos comunicar cuidadosamente o apelo de cada título para que os clientes possam fazer a transição no momento que melhor lhes convier.”

Furukawa também destacou o sucesso de Tomodachi Life: Living the Dream: 40% da sua base instalada é composta por jogadores que já estão no Switch 2. “Acreditamos que o lançamento desses novos títulos ajudou a aumentar a atividade em ambas as plataformas de hardware”, declarou o executivo.

Para o futuro, a expectativa é que títulos como Pokémon Winds & Waves, o próximo jogo Mario 3D e o próximo capítulo da franquia Zelda reproduzam o efeito que Pokopia gerou no ano de lançamento do console.

Fonte: Wccftech



Fonte: Video games

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