Este longa-metragem, lançado em 1935, levou o Oscar a fazer uma mudança que perdura até hoje.
Em 1935, o estúdio MGM produziu O Grande Motim, um formidável filme de aventura estrelado por Charles Laughton (diretor de O Mensageiro do Diabo) e Clark Gable (o Rhett Butler de E o Vento Levou). Mas você sabia que este filme mudou tudo na cerimônia do Oscar?
O filme detém um recorde notável
Naquele ano, no Oscar, a Academia não conseguiu decidir qual dos três — Charles Laughton, Clark Gable ou Franchot Tone — merecia a indicação ao prêmio de Melhor Ator por suas atuações em O Grande Motim. Consequentemente, como relata o THR, ela decidiu nomear os três atores, deixando apenas uma vaga para todos os outros atores masculinos do ano! Apenas Victor McLaglen, por seu papel em O Delator de John Ford, competia contra os três membros de O Grande Motim.
Bem, quase! A Academia também havia permitido candidaturas espontâneas, e Paul Muni se juntou às indicações oficiais por seu papel em Black Fury de Michael Curtiz. Uma regra abolida já no ano seguinte.

MGM
Qual dos três venceu?
Nenhum! Apesar de suas indicações, nenhum dos três atores de O Grande Motim levou o prêmio, que foi para Victor McLaglen por sua atuação como o “dedo-duro” de um membro do IRA que paga por seu crime. Nomeado em outras cinco categorias, o longa-metragem de aventura de Frank Lloyd ainda assim ganhou o prestigioso Oscar de Melhor Filme.
Para evitar que tal situação (três atores do mesmo filme competindo pelo papel principal) se repetisse, a Academia tomou uma decisão e criou uma nova categoria em 1937, o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante (masculino e feminino).
No lado masculino, Walter Brennan se tornou o primeiro vencedor por seu papel em Come and Get It, e no lado feminino, foi Gale Sondergaard por Adversidade, que, aliás, foi seu primeiro filme.
De qualquer forma, O Grande Motim de Frank Lloyd permanece até hoje (e para sempre?) o único filme a ter recebido três indicações de Melhor Ator.
Fonte: Filmes e Séries


