
Monica Casagrande (Stephanie Veronezzi)
Monica Casagrande anuncia o novo álbum audiovisual “Corpo Coral”, em pleno mês da mulher. O trabalho reúne interpretações de canções escritas e consagradas por mulheres brasileiras e internacionais.
Ela trata a interpretação como gesto e o corpo como parte da própria narrativa do disco, cujo título resume essa ideia: o corpo como território atravessado por diversas vozes femininas.
“Corpo Coral” transita por referências de jazz, MPB, soul, pop e blues, mas o eixo de unidade sonora é o smooth jazz, aliado à fusão com a música brasileira, sem fixar um gênero específico. A construção segue em espiral, começando em um estado de resistência e finalizando em inocência.
Entre as participações especiais, a presença feminina é ampliada com a percussionista Lan Lahn e a guitarrista Navalha Carrera.
O álbum foi produzido a partir da vontade da artista de colocar a voz no centro do processo criativo. Cada faixa representa um ciclo em um ritual de transformação concebido de forma não linear, que traz desejo, resistência, entrega e renascimento, culminando em estados de passagem.
Os momentos do ritual simbólico aparecem no repertório: a emancipação surge em “Don’t Let Me Be Misunderstood” (Nina Simone); o desejo em movimento atravessa “Fullgás” (Marina Lima); a liberdade afirmada ganha corpo em “Agora Só Falta Você” (Rita Lee); o autorreconhecimento se revela em “Suddenly I See” (KT Tunstall); a ruptura e a autonomia atravessam “You Don’t Own Me” (Lesley Gore); a entrega emocional se aprofunda em “Amor, Meu Grande Amor” (Angela Ro Ro); a cura surge em “Put Your Records On” (Corinne Bailey Rae); a maturidade se expressa em “At Last” (Etta James); e o renascimento se anuncia em “Baby” (Gal Costa).
As canções escolhidas passaram por um processo de escuta aprofundada. Selecionadas pela afinidade e potência simbólica, priorizam a presença da voz, da respiração e do silêncio. Os arranjos dão protagonismo ao instrumental, e as interpretações funcionam como reinscrições em um novo contexto corporal e vocal.
Nove faixas foram gravadas no Estúdio Kumbuka, em cinco dias, e outras cinco no Bolha Films, em três dias. O lançamento do álbum é acompanhado por uma série de videoclipes, além de conteúdos narrativos e de bastidores.
A capa de “Corpo Coral” traduz o conceito do álbum, com uma imagem fragmentada e a repetição do corpo em diferentes estados de “peles”, assim como os ciclos abordados. Esse corpo, no caso, o de Monica, é utilizado como canal para um coro de vozes que formaram sua trajetória artística e pessoal.
Ouça “Corpo Coral”, de Monica Casagrande neste link.


