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Música eletrônica se torna patrimônio cultural de São Paulo


Festa de música eletrônica (créditos reprodução Unsplash)

Festa de música eletrônica (créditos reprodução Unsplash)

O status da cena eletrônica em São Paulo foi atualizado no dia 13 de fevereiro. Nesta data, foi sancionada a Lei Estadual nº 18.400. que reconhece oficialmente a música eletrônica como bem de natureza imaterial integrante do patrimônio cultural do Estado.

O Projeto de Lei 462/2025 foi aprovado pela Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) e entrou em vigor na data da publicação. A autoria é do deputado Caio França (PSB).

Lei Estadual nº 18.400 reconhece oficialmente a música eletrônica como bem de natureza imaterial integrante do patrimônio cultural do Estado (reprodução)Lei Estadual nº 18.400 reconhece oficialmente a música eletrônica como bem de natureza imaterial integrante do patrimônio cultural do Estado (reprodução)
Lei Estadual nº 18.400 reconhece oficialmente a música eletrônica como bem de natureza imaterial integrante do patrimônio cultural do Estado (reprodução)

Entendendo a música eletrônica em São Paulo

Com o conceito de cultura ampliado para além do tradicional, as ações de grupos sociais, suas identidades e memórias são reconhecidas como manifestações culturais, o que inclui movimentos urbanos que moldam a vida nas cidades. O que acontece nas pistas de dança de clubs, festivais e festas independentes passa a ganhar reconhecimento como expressão cultural e quebra antigos estigmas criados.

Assim como ocorreu com o hip-hop, o samba e o funk, considerados patrimônio imaterial em São Paulo, agora a música eletrônica também passa a ser tratada legalmente como parte da identidade cultural da capital paulista.

A justificativa do projeto pauta a cena eletrônica como motor da economia criativa da cidade, com uma estrutura que abriga profissionais – como DJs, técnicos de som, designers, fotógrafos e mais – e gera empregos, além de conectar São Paulo com outros países do mundo.

Isso também possibilita que haja diálogo entre o poder público e a cena eletrônica, o que pode gerar novas políticas de incentivo, ações de preservação da memória, programas de formação e mais.



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