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É um dos melhores filmes de ficção científica dos últimos 20 anos: Você sabe como foi filmada aquela cena deslumbrante de Filhos da Esperança? – Notícias de cinema


Dirigido pelo maestro Alfonso Cuarón, o filme entrou de vez para o ranking das maiores obras do gênero.

Um verdadeiro marco, Filhos da Esperança foi aclamado pela crítica e pelo público após seu lançamento, em 2006. Agora, vinte anos depois, tornou-se um clássico absoluto, sempre lembrado entre as produções mais impactantes da ficção científica moderna.

Uma obra pós-apocalíptica impressionante

Universal Pictures

A história nos transporta para um futuro sombrio, onde a humanidade perdeu a capacidade de se reproduzir. Quando a pessoa mais jovem do planeta – um jovem de 18 anos – morre, a sociedade mergulha no caos.

É nesse contexto que surge Kee (interpretada por Clare-Hope Ashitey), uma mulher que inexplicavelmente engravida após quase duas décadas sem nenhum nascimento. Ela se torna, assim, a pessoa mais cobiçada e perseguida da Terra. A missão de protegê-la cabe a Theo Faron (Clive Owen), um homem desiludido que acaba no centro de uma jornada perigosa.

Desde o início, Alfonso Cuarón quis imprimir um realismo cru a essa narrativa pós-apocalíptica, inspirada na obra de P. D. James. Para isso, optou por locações reais em vez de efeitos digitais excessivos e abusou de planos-sequência (aquelas tomadas longas e contínuas) para mergulhar o espectador dentro da ação. E é justamente no clímax do filme que essa técnica atinge seu ápice: uma sequência de cerca de 7 minutos, sem cortes, em pleno campo de batalha, no meio de um tiroteio intenso. De tirar o fôlego!

Uma sequência de tirar o fôlego

Na cena, Theo persegue Luke (Chiwetel Ejiofor), que sequestrou Kee, e precisa atravessar uma zona de guerra até encontrá-los em um prédio em ruínas. Para esses poucos minutos de tela, a produção dedicou 14 dias de preparação… para só então gravar tudo em apenas dois dias! A pressão era enorme: o cronograma e o orçamento estavam apertados, e o local não estaria disponível depois. Ou seja, era agora ou nunca.

Cada movimento foi coreografado minuciosamente; dos atores aos figurantes, das explosões aos disparos. A equipe tinha apenas quatro tentativas: uma de manhã e outra à tarde, em cada um dos dois dias. Entre uma tomada e outra, eram necessárias até cinco horas para reconstruir o cenário. E, como sempre acontece nesses momentos de tensão, algo saiu errado.

Um erro… milagroso

Universal Pictures

No último dia de filmagem, durante a tomada da manhã, o cinegrafista George Richardson tropeçou e a cena precisou ser interrompida. O contratempo atrasou tudo, e a segunda tomada só pôde ser feita no fim da tarde, já no limite do tempo disponível. Mas o “acidente” decisivo ainda estava por vir.

Na parte em que Theo entra no ônibus para fugir dos tiros, sangue falso respingou na lente da câmera. Cuarón gritou “corta!”, mas seu grito se perdeu no barulho da batalha. Sem serem percebidos, os atores e a equipe seguiram em frente. Ao assistir ao material gravado, o diretor de fotografia Emmanuel Lubezki convenceu Cuarón a manter a tomada – justamente aquela que entraria no filme. Lubezki chegou a chamá-la de “milagre”, já que a mancha na lente acrescentou uma camada de crueza e realismo emocionante.

No fim, esse “defeito” tornou a sequência ainda mais poderosa e autêntica. Prova de que, às vezes, os imprevistos nas filmagens podem servir à narrativa – e no caso de Filhos da Esperança, foi esse compromisso com a imersão que ajudou a construir uma das obras mais memoráveis ​​da ficção científica deste século.

O filme está atualmente disponível para aluguel ou compra no Prime Video e AppleTV.



Fonte: Filmes e Séries

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