PUBLICIDADE

Para ver hoje à noite: Um filme de fantasia memorável e ainda encantador, mesmo após 40 anos de sua estreia – Notícias de cinema


David Bowie traz magia, melodia e carisma a este espetáculo de marionetes, um clássico cult.

É evidente que, para criar um filme de fantasia que explore ao máximo as possibilidades do cinema, é preciso recorrer fortemente aos efeitos especiais. São eles que, em última análise, nos permitem suspender a descrença, levando-nos a firmar um pacto com os criadores para que nos contem a história que se desenrola naquele mundo irreal.

Criar imersão é fundamental para o sucesso de qualquer experiência audiovisual, mas existem diferentes tipos de efeitos para alcançá-la. Hoje em dia, “efeitos especiais” são quase sinônimo de sobrecarregar o espectador com gráficos gerados por computador. Porém, há uma realidade paralela onde técnicas como marionetes reinam absolutas — seguindo os passos de clássicos como Labirinto — A Magia do Tempo.

Um mundo de fantasia

Columbia Pictures

Para muitos, esta fantástica aventura de Jim Henson é, sem dúvida, um marco, embora seu sucesso há 40 anos tenha sido mais cult do que um estrondo de bilheteria. Mesmo assim, o filme estrelado por Jennifer Connelly e David Bowie permanece uma obra-prima memorável e sensacional.

Na trama, a jovem Sarah (Jennifer Connelly) se sente frustrada por ter que cuidar do irmãozinho. Ela não tem escolha senão se preocupar com ele quando o bebê é sequestrado por goblins a serviço do malévolo Rei Jareth (David Bowie), que vive em um mundo de fantasia distante — um labirinto que Sarah precisa desvendar.

Henson continuou a promover o teatro de marionetes como um método alternativo de contar histórias, especialmente para contos fantásticos, pois oferecia uma ponte interessante entre a fluidez da animação, o quase realismo dos efeitos computadorizados e a proximidade da ação ao vivo — não à toa, ele é o criador dos Muppets.

No entanto, após o relativo fracasso comercial de O Cristal Encantado, ele teve que fazer concessões para criar uma história mais acessível e menos sombria.

Dentro do Labirinto: uma história diferente, mas familiar

Columbia Pictures

Não é que falte excentricidade, Labirinto é um dos grandes exemplos do excesso fantástico dos anos 80. Um exemplo soberbo, que mistura criaturas excêntricas com um humor charmoso e frequentemente escatológico. Esses personagens e cenários fantásticos parecem quase tangíveis graças ao meticuloso design de produção, à animatrônica e, claro, aos bonecos.

Há também o bom uso do carisma peculiar (porém inegável) de Bowie, capaz de criar um vilão puro e cativante. Seus números musicais funcionam, embora também possam ser vistos como uma concessão ao público, uma forma de envolvê-lo naquele mundo elaborado e nessas técnicas tão especiais.

É claramente um modelo inspirador, mesmo que os efeitos especiais tenham seguido um caminho diferente nas décadas seguintes. Quem sabe se Robert Eggers, que já demonstrou interesse em fazer uma nova adaptação, saiba como homenagear este clássico?

A produção está disponível para streaming gratuito no Plex.



Fonte: Filmes e Séries

Leia mais

PUBLICIDADE