O drama histórico O Jogo da Imitação foi indicado a oito Oscars – e levou para casa a estatueta de Melhor Roteiro Adaptado!
Sem Alan Turing, você talvez não conseguisse ler este texto: após o início da Segunda Guerra Mundial, o gênio matemático britânico encarou o desafio de decifrar o código da máquina Enigma alemã. Ele finalmente conseguiu, graças a uma equipe cuidadosamente selecionada e a uma máquina de calcular gigantesca que inventou uma precursora do que conhecemos hoje como computador.
Em 2014, a história de Turing foi imortalizada no premiado drama O Jogo da Imitação. Estrelado por Benedict Cumberbatch, Keira Knightley e Mark Strong, o filme roubou a cena nas premiações daquele ano, garantindo o Oscar de Melhor Roteiro Adaptado.
E do que se trata O Jogo da Imitação, afinal?
Reprodução / Black Bear Pictures
Em 1939, o comandante Alastair Denniston (Charles Dance), da Marinha Real Britânica, descobre que o matemático Alan Turing (Benedict Cumberbatch) acredita ser capaz de decifrar o código Enigma alemão. Apesar de ser considerado um caso perdido, o cientista arrogante recebe recursos – e o campeão de xadrez Hugh Alexander (Matthew Goode) é designado como seu superior.
O introvertido Turing, no entanto, não se dá bem com a hierarquia e acaba recorrendo ao primeiro-ministro Winston Churchill para pedir tratamento especial. Para espanto do agente do MI6 Stewart Menzies (Mark Strong), Turing assume então a responsabilidade pelo projeto. Ele logo demite quem considera incompetente e contrata a fã de palavras cruzadas Joan Clarke (Keira Knightley), que rapidamente se torna sua confidente mais próxima.
O nascimento de uma trilha sonora “viral”

Reprodução / Black Bear Pictures
Além do Oscar de Melhor Roteiro Adaptado, o roteirista Graham Moore também levou o Satellite Award e o prêmio do Writers Guild of America. O filme ainda foi indicado ao Oscar nas categorias de direção (Morten Tyldum), ator (Cumberbatch), atriz coadjuvante (Knightley), edição, direção de arte, Melhor Filme e Melhor Trilha Sonora Original.
Desde o lançamento de O Jogo da Imitação, a trilha sonora ganhou vida própria: a composição de Alexandre Desplat, ao mesmo tempo melancólica e terna, parece mergulhada em pensamentos – e se tornou imensamente popular na era do streaming musical, acompanhando estudos, lições de casa e trabalhos acadêmicos. Muitos serviços de música incluíram as faixas em playlists temáticas, fazendo as reproduções dispararem.
Já as buscas por imprecisões históricas também cresceram após o lançamento: durante a temporada do Oscar, muito se debateu se a homossexualidade de Turing foi tratada de forma superficial (embora seja o ponto central emocional de várias passagens importantes) ou se a interpretação de Knightley como Joan Clarke foi excessivamente romantizada.
Moore e Tyldum defenderam o filme argumentando que não se tratava de um documentário, mas de um drama que buscava capturar a essência das pessoas reais. E o equilíbrio que encontraram entre momentos pessoais, eventos históricos e vislumbres raros de empatia resultou, sem dúvida, em um filme belo e envolvente.
O filme está atualmente disponível na HBO Max e Prime Video.
Fonte: Filmes e Séries


