PUBLICIDADE

“O mal não pode criar vida”: A maior mentira de Saruman em O Senhor dos Anéis que enganou os fãs por anos – Notícias de cinema


Cena da versão estendida revela hipocrisia do mago branco, conecta Isengard ao Condado e expõe como pequenas mentiras ajudaram Saruman a esconder sua queda em O Senhor dos Anéis.

Saruman sempre foi um mestre da manipulação em O Senhor dos Anéis. Ao longo da história, convenceu aliados de que ainda lutava ao lado dos Povos Livres da Terra-média, enquanto já servia a interesses próprios. Mas nem todas as suas mentiras envolviam grandes estratégias. Algumas eram menores e justamente por isso passaram despercebidas por anos, inclusive pelos fãs.

Um desses enganos aparece apenas na versão estendida de As Duas Torres. Após a Última Marcha dos Ents e a derrota das forças de Isengard, Merry e Pippin exploram a fortaleza inundada de Saruman em busca de comida. O que encontram vai além de carne e provisões: entre os barris, há dois marcados como “Southfarthing”, uma região do Condado. Dentro deles, folhas secas que Merry reconhece na hora: “Longbottom Leaf!”.

A revelação é significativa. O “Longbottom Leaf” é um tipo de erva-de-cachimbo apreciada por Gandalf e pelos hobbits — e desprezada publicamente por Saruman. Em A Sociedade do Anel, ele ironiza o colega ao dizer: “Seu amor pela folha dos pequeninos claramente deixou sua mente mais lenta”. Ainda assim, mantinha o mesmo hábito em segredo, expondo uma contradição que também está presente nos escritos de J.R.R. Tolkien.

A mentira que parecia inofensiva nos livros

Nos livros, a hipocrisia vai além. Em Contos Inacabados, Tolkien descreve como Saruman teve contato direto com o Condado e passou a consumir a erva às escondidas. Ele temia que o costume fosse descoberto e que sua própria zombaria se voltasse contra si, sendo ridicularizado por imitar Gandalf em segredo. O próprio mago cinzento sabia disso, mas preferiu não expô-lo, acreditando se tratar de algo inofensivo.

O problema é que esse contato abriu caminho para algo maior. A familiaridade de Saruman com o Condado permitiu que ele e seus servos observassem a região sem levantar suspeitas. Tolkien escreve que Gandalf não poderia prever que o conhecimento de Saruman sobre o Condado se tornaria “perigoso e de enorme utilidade para o Inimigo, trazendo a vitória a um fio de distância, e o mal não pode criar vida”.

A presença da erva-de-cachimbo em Isengard funciona, portanto, como pista narrativa. Ela antecipa os eventos posteriores, quando Saruman invade e industrializa o Condado na ausência dos heróis. O que parecia apenas um detalhe de caráter mostra como pequenas mentiras ajudaram a sustentar uma das maiores traições da saga e enganaram leitores e espectadores por muito tempo.



Fonte: Filmes e Séries

Leia mais

PUBLICIDADE