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Chris Hemsworth em um de seus piores papéis? O remake deste clássico dos anos 80 foi odiado em todas as esferas possíveis – Notícias de cinema


Lançada em 2012, a nova versão de Amanhecer Violento foi rejeitada por crítica e público, teve mudanças geopolíticas feitas em pós-produção e acabou simbolizando uma onda de remakes pouco inspirados de Hollywood.

O remake de Amanhecer Violento, dirigido por Dan Bradley, passou pelos cinemas quase sem deixar rastro. Apesar de oferecer algum entretenimento imediato, o filme não conseguiu se fixar na memória do público, nem construir personagens, temas ou momentos marcantes. O resultado foi um desempenho fraco: apenas 15% de aprovação no Rotten Tomatoes, com base em 143 críticas, e uma bilheteria inferior a 51 milhões de dólares diante de um orçamento de 65 milhões.

Lançado após um adiamento — o longa-metragem foi filmado em 2010 e só chegou aos cinemas em 2012 —, o remake se destacou mais por decisões de bastidores do que por sua narrativa. A trama acompanha Jed, vivido por Chris Hemsworth antes do sucesso em Thor, liderando civis contra uma invasão militar em Spokane, Washington.

Inicialmente, os invasores seriam chineses, mas o estúdio optou por transformá-los em norte-coreanos por meio de efeitos visuais, para evitar problemas com o mercado chinês.

Rejeição do diretor marcou a nova versão do clássico dos anos 1980

Essa adaptação distante do contexto político original desagradou profundamente John Milius, responsável pelo Amanhecer Violento originalmente lançado em 1984. Em entrevista ao Los Angeles Times em 2010, ele não poupou críticas à iniciativa de refilmar a obra.

Acho que é uma coisa estúpida de se fazer. Meu filme não é tão antigo. O roteiro do remake era terrível. Havia uma sensação estranha em tudo. Eles eram fãs do filme, então colocaram coisas que achavam legais. É tudo sobre cenas de ação ‘bacanas’ e não tem nada a ver com história.

Lançado em pleno governo Ronald Reagan, o longa-metragem de 1984 refletia o clima conservador e a retórica militar da época, com jovens enfrentando uma invasão soviética em uma narrativa fortemente ideológica.

Já a versão de 2012 abriu mão desse pano de fundo político, priorizando apenas a ação imediata. Para Milius, essa escolha esvaziou o sentido do projeto e ajudou a transformar o remake em mais um exemplo de refilmagem sem identidade clara.



Fonte: Filmes e Séries

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